Síria prova que instalação de armas químicas está vazia

No mês passado, os inspetores visitaram 21 dos 23 locais, pois não conseguiram ir a dois deles, incluindo um localizado perto de Alepo, por causa dos confrontos na região

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07 NOV 201311h22

A Síria entregou a especialistas internacionais um vídeo e provas fotográficas que mostram que uma instalação de armas químicas, nas proximidades da cidade de Alepo, foi desmantelada e abandonada pelo governo, informaram inspetores nesta quinta-feira.

Com esta última documentação, os especialistas da missão conjunta da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) e da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu a verificação de 22 das 23 instalações de armas químicas declaradas pela Síria.

No mês passado, os inspetores visitaram 21 dos 23 locais, pois não conseguiram ir a dois deles, incluindo um localizado perto de Alepo, por causa dos confrontos na região.

As fotografias e imagens fornecidas pelo governo do presidente Bashar Assad mostra a instalação vazia e com "graves danos provocados por batalhas", segundo declaração da missão Opaq-ONU, que supervisiona a destruição do programa de armas sírio. Não foram divulgados detalhes sobre quando os danos ocorreram.

As fotografias e imagens fornecidas pelo governo do presidente Bashar Assad mostra a instalação vazia (Foto: Divulgação)

As imagens foram feitas por uma câmera inviolável que os inspetores ajustaram a um sistema de GPS para que a localização da câmara pudesse ser rastreada, diz o comunicado, que também informa que as fotografias e o vídeo foram autenticados por inspetores internacionais.

A missão conjunta não divulgou o local da última instalação que precisa ser inspecionada. Na semana passada, os inspetores disseram que a Síria havia atendido ao prazo final de 1º de novembro para destruir ou "inutilizar" toda a produção de armas químicas e o maquinário para misturar os agentes e preencher munições, embora dois locais não tenham sido inspecionados em razão dos confrontos da guerra civil no país.

Acredita-se que a Síria tenha cerca de 1.000 toneladas de armas químicas, que incluem gás mostarda e sarin.