Cotidiano

Síndico confessa assassinato de corretora e revela como armou emboscada no subsolo do prédio

O corpo foi localizado em estado avançado de decomposição em uma área de mata em Ipameri, após o suspeito indicar o local às autoridades

Ana Clara Durazzo

Publicado em 28/01/2026 às 14:45

Atualizado em 28/01/2026 às 14:47

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O corpo foi localizado em estado avançado de decomposição em uma área de mata em Ipameri, após o suspeito indicar o local às autoridades / Reprodução

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A Polícia Civil de Goiás afirmou nesta quarta-feira (28) que o síndico Cléber Rosa de Oliveira confessou ter assassinado a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, no subsolo do prédio onde ela morava. Segundo os investigadores, o crime ocorreu após uma emboscada planejada, aproveitando um ponto cego do sistema de câmeras e uma queda de energia provocada no apartamento da vítima.

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Daiane estava desaparecida há mais de 40 dias. O corpo foi localizado em estado avançado de decomposição em uma área de mata em Ipameri, após o suspeito indicar o local às autoridades.

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Emboscada no subsolo e fuga sem ser filmado

De acordo com o delegado André Barbosa, Cléber interceptou Daiane no subsolo do prédio depois que ela desceu para verificar por que apenas seu apartamento estava sem energia elétrica.

O local onde ficam os disjuntores, segundo a polícia, não é coberto por câmeras de segurança, o que teria sido determinante para a execução do crime. Após o assassinato, o síndico utilizou as escadas do prédio para evitar ser filmado, em vez de usar os elevadores monitorados.

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Imagens analisadas pela polícia mostram o carro de Cléber saindo da garagem com a capota fechada e retornando cerca de 40 minutos depois com a capota aberta, intervalo que coincide com o transporte e ocultação do corpo.

Confissão e ocultação do cadáver

Após ser preso, Cléber confessou o crime e levou os investigadores até a área de mata onde abandonou o corpo da corretora, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas. Segundo a polícia, ele afirmou que houve uma discussão acalorada, mas não detalhou publicamente a dinâmica exata da morte.

Apesar da confissão, o investigado não revelou a motivação completa. A principal linha de investigação aponta para conflitos comerciais envolvendo a administração dos apartamentos do prédio.

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Filho preso por ajudar a esconder provas

Além do síndico, o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, foi preso temporariamente por suspeita de auxiliar na ocultação de provas e atrapalhar as investigações. Um porteiro do prédio também foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.

Segundo a Polícia Civil, há indícios de que o crime não foi um ato impulsivo, mas sim planejado, com uso estratégico das falhas no monitoramento do condomínio.

Queda de energia foi o gatilho do crime

Na noite do desaparecimento, em 17 de dezembro de 2025, Daiane enviou um vídeo a uma amiga mostrando que somente seu apartamento estava sem energia. No registro, ela afirma que iria até o subsolo verificar o problema.

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Câmeras mostram a corretora entrando no elevador às 18h57 e desembarcando no subsolo às 19h. A partir desse momento, ela não aparece mais em nenhuma imagem.

A Polícia Civil apura se a queda de energia foi provocada intencionalmente para atrair a vítima ao local do crime.

Histórico de perseguição agravou o caso

O Ministério Público de Goiás já havia denunciado Cléber pelo crime de perseguição (stalking), com agravante de abuso de função. Segundo o MP, ele usava o cargo de síndico para vigiar Daiane pelas câmeras, criar obstáculos à sua rotina e monitorar seus deslocamentos e os de hóspedes do prédio.

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Ao todo, há 12 processos relacionados ao conflito entre os dois.

Caso segue sob investigação

A Polícia Civil segue analisando imagens, perícias no sistema de câmeras e objetos recolhidos no apartamento da vítima. O corpo de Daiane será sepultado em Uberlândia (MG), sua cidade natal.

O caso é tratado como homicídio qualificado, com possíveis agravantes ligados ao abuso de poder, premeditação e ocultação de cadáver.

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