Sindest faz ato hoje por segurança em hospital da ZN

O motivo é o espancamento, no último dia 10, por volta das 16 horas, da enfermeira Maria Lúcia de Lima

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22 AGO 2018Por Da Reportagem11h01
O Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest) realiza hoje, às 14 horas, em frente ao Paço Municipal, na Praça Mauá, Centro de Santos, uma manifestação contra a falta de segurança no Hospital Arthur Domingues Pinto, da Zona NoroesO Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest) realiza hoje, às 14 horas, em frente ao Paço Municipal, na Praça Mauá, Centro de Santos, uma manifestação contra a falta de segurança no Hospital Arthur Domingues Pinto, da Zona NoroesFoto: Rodrigo Montaldi/DL

O Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest) realiza hoje, às 14 horas, em frente ao Paço Municipal, na Praça Mauá, Centro de Santos, uma manifestação contra a falta de segurança no Hospital Arthur Domingues Pinto, da Zona Noroeste. Os manifestantes tentarão ingressar no Gabinete do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).  

O motivo é o espancamento, no último dia 10, por volta das 16 horas, da enfermeira Maria Lúcia de Lima.

Segundo o Sindicato, ela foi agredida de forma covarde e violenta por parentes de um paciente. “Aquilo é uma zona. Por que vários familiares de um único paciente no local? De que adianta a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) fiscalizar normas regulamentadoras?”, questiona o diretor jurídico do sindicato, Josias Aparecido Pereira da Silva.

O Sindest relata que é comum, no hospital, paciente esfaquear outro na porta do Centro Cirúrgico, moradores de rua andando pelos corredores acompanhados de cachorros e procurando um lugar para dormir e acomodações para remédios e documentos improvisadas e onde todas as portas ficam abertas, sem qualquer controle de entrada e saída de pessoas. “Tudo policiado por apenas um guarda municipal, responsável por dois outros prédios de saúde nas imediações”, completa o sindicalista.  

Para o diretor de imprensa do Sindest, Rogério Catarino, a precarização da segurança e o abandono dos equipamentos é proposital porque visaria a terceirização “A administração quer jogar o hospital e o pronto-socorro nas mãos das chamadas organizações sociais (OSs), essas entidades com cara de filantrópicas, mas que buscam apenas o lucro”, diz o sindicalista.

Prefeitura

A Prefeitura ressalta que foi prestada toda assistência após a ocorrência, desde avaliação pela ­equipe médica da própria unidade até o acompanhamento das chefias imediatas e Guarda ­Municipal para o registro da ocorrência na Delegacia de ­Defesa da Mulher. Garante que vem ­investindo na segurança do ­Hospital que passou a contar com 27 câmeras de monitoramento nas áreas internas e externas, integradas à central instalada no Paço  

Todas as imagens captadas foram encaminhadas para a Polícia Civil visando contribuir na investigação policial e responsabilização das agressoras. Além das câmeras, o complexo possui plantão e rondas periódicas da Guarda. Em breve também será lançada uma licitação para contratar uma empresa de segurança privada, para aperfeiçoar o controle do acesso à unidade.