Cotidiano
Entenda por que o acúmulo de água por dias seguidos é o cenário mais crítico para quem mora próximo à Serra do Mar ou em áreas de alagamento
Ela não faz barulho, não tem tantos raios, mas é a principal causa de desastres na região / Foto ilustrativa/Reprodução/Whatsapp
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Diferente daquelas pancadas rápidas de verão que passam em 30 minutos, existe um fenômeno muito mais temido pela Defesa Civil no Litoral de São Paulo: a chuva persistente. Ela não faz barulho, não tem tantos raios, mas é a principal causa de desastres na região.
Entenda por que o acúmulo de água por dias seguidos é o cenário mais crítico para quem mora próximo à Serra do Mar ou em áreas de alagamento.
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Diferente daquelas pancadas rápidas de verão que passam em 30 minutos, existe um fenômeno muito mais temido pela Defesa Civil no Litoral de São Paulo: a chuva persistente. Ela não faz barulho, não tem tantos raios, mas é a principal causa de desastres na região.
Entenda por que o acúmulo de água por dias seguidos é o cenário mais crítico para quem mora próximo à Serra do Mar ou em áreas de alagamento.
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Ao contrário das tempestades isoladas, a chuva persistente é causada por sistemas meteorológicos amplos que 'estacionam' sobre a costa paulista. Os principais culpados são as frentes frias estacionárias, que travam sobre o oceano empurrando umidade para o continente, e a famosa ZCAS (Zona de Convergência), um corredor que traz águas da Amazônia direto para o Sudeste. Quando esses sistemas se instalam, o tempo pode ficar fechado e instável por 48 horas ou mais.
A geografia da Baixada Santista e do Vale do Ribeira joga contra o escoamento. Quando a umidade do mar encontra a Serra do Mar, o ar é forçado a subir, esfria e vira chuva sem parar — um fenômeno técnico chamado de efeito orográfico.
Nesse cenário, o solo vira uma 'esponja' saturada. Com a terra pesada, o risco de deslizamentos nas encostas dispara, enquanto rios e canais enfrentam enchentes progressivas, já que não conseguem escoar a água da chuva junto com a variação da maré. Em muitas cidades da região, acumulados de apenas 80mm em 72 horas já são o gatilho para acionar planos de evacuação.
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É fundamental saber distinguir os riscos. Enquanto a tempestade é uma pancada rápida, com raios e ventos que causam quedas de árvores e danos imediatos, a chuva constante é uma precipitação moderada que dura dias.
Diferente do impacto visual e barulhento do temporal, a chuva persistente age de forma progressiva e silenciosa: o perigo não está na força do pingo, mas no volume acumulado em larga escala, que compromete a estrutura dos morros e o sistema de drenagem urbana ao longo do tempo.
Se a previsão indicar chuva persistente para o Litoral, o monitoramento deve ser de 24 horas. Fique atento a sinais como rachaduras novas em paredes ou muros e árvores inclinadas. Se a água que desce do morro começar a vir com muita terra ou troncos (água barrenta), saia de casa imediatamente. A recomendação de ouro é cadastrar seu CEP no sistema de alertas da Defesa Civil enviando um SMS gratuito para o número 40199.
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