Cotidiano

Símbolo máximo de Santos: Muretas da orla dão passo decisivo para virar patrimônio oficial

Proposta de tombamento das muretas da Ponta da Praia avança e pode garantir proteção a um dos símbolos mais queridos da cidade

Ana Clara Durazzo

Publicado em 17/03/2026 às 09:15

Atualizado em 17/03/2026 às 09:19

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Muito além do concreto, as muretas carregam o DNA da expansão urbana de Santos / Nair Bueno/DL

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Um pedaço da história de Santos está prestes a ser blindado. As icônicas muretas da orla, especificamente no trecho da Ponta da Praia, deram um passo importante para se tornarem oficialmente patrimônio material e imaterial do município.

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O que muda com o tombamento?

A proposta, aprovada pelo Condepasa, foca no trecho da Avenida Rei Pelé (antiga Saldanha da Gama). O objetivo principal é:

  • Blindagem contra mudanças: Evitar que a estrutura seja modificada ou substituída sem consulta pública.

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  • Proteção da paisagem: Garantir que o cenário clássico de contemplação da orla permaneça intacto para as próximas gerações.

  • Reconhecimento afetivo: Validar o espaço como ponto de encontro histórico de moradores e turistas.

 Um legado da década de 40

Muito além do concreto, as muretas carregam o DNA da expansão urbana de Santos. Instaladas na década de 1940 (gestão do prefeito Antônio Gomide), elas nasceram junto com o Aquário Municipal e a ampliação dos jardins da orla.

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Hoje, o local é o escritório ao ar livre de pescadores, o banco de descanso de casais e o cenário preferido para fotos de quem visita a cidade. O processo agora segue para etapas técnicas finais, mas o sinal verde do conselho já é celebrado como uma vitória para a identidade santista.

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