Cotidiano

Seu banco pode estar te roubando: entenda como o 'raspa conta' leva seu dinheiro sem você perceber

O termo se refere a débitos automáticos de pequenos valores sem autorização do cliente, geralmente disfarçados com nomes genéricos no extrato bancário

Ana Clara Durazzo

Publicado em 08/04/2026 às 15:00

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Por serem valores baixos e recorrentes, muitos consumidores acabam pagando sem notar, o que pode gerar prejuízo significativo ao longo do tempo / ImageFX

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Você já teve a sensação de que o dinheiro 'some' da sua conta sem explicação? Especialistas alertam para uma prática conhecida como "raspa-conta", que pode afetar milhares de brasileiros de forma discreta, e, muitas vezes, por anos.

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O termo se refere a débitos automáticos de pequenos valores sem autorização do cliente, geralmente disfarçados com nomes genéricos no extrato bancário.

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Como funciona o "raspa-conta"

Na prática, são cobranças que passam despercebidas no dia a dia, como:

  • tarifas de manutenção indevidas;
  • seguros que o cliente nunca contratou;
  • anuidades "escondidas" em cartões;
  • empréstimos ou serviços não solicitados.

Por serem valores baixos e recorrentes, muitos consumidores acabam pagando sem notar, o que pode gerar prejuízo significativo ao longo do tempo.

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Segundo especialistas em direito bancário, a prática fere princípios básicos como transparência e consentimento, essenciais na relação entre banco e cliente.

Segundo especialistas em direito bancário, a prática fere princípios básicos como transparência e consentimento

Por que isso é grave?

O problema vai além do valor cobrado. O "raspa-conta" utiliza a confiança do cliente nas instituições financeiras e dificulta a identificação da irregularidade.

Muitos só percebem o prejuízo ao revisar extratos antigos ou até mesmo ao encerrar a conta.

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Além disso, o Código de Defesa do Consumidor determina que bancos também são responsáveis por garantir clareza e segurança nas cobranças.

Como identificar se você está sendo vítima

O principal sinal está no extrato bancário. Fique atento a:

  • pequenos valores repetidos mensalmente;
  • siglas ou nomes desconhecidos;
  • cobranças que você não lembra de ter autorizado.

Especialistas recomendam revisar o extrato com frequência e questionar imediatamente qualquer valor suspeito.

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Outra ferramenta útil é o Registrato, do Banco Central, que permite consultar contas, empréstimos e vínculos financeiros em seu nome.

Muitos só percebem o prejuízo ao revisar extratos antigos ou até mesmo ao encerrar a conta.

O que fazer se encontrar cobranças indevidas

Se identificar algo estranho, o consumidor deve agir rapidamente:

  1. Contatar o banco e registrar reclamação (guarde o protocolo);
  2. Procurar a ouvidoria da instituição;
  3. Acionar órgãos como Procon ou consumidor.gov.br;
  4. Registrar queixa no Banco Central, que fiscaliza o sistema financeiro.

Caso a cobrança indevida seja confirmada, o cliente pode ter direito à devolução em dobro do valor pago, conforme o Código de Defesa do Consumidor.

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Atenção redobrada

Com o aumento de serviços digitais e cobranças automatizadas, o controle da conta bancária se tornou ainda mais importante.

O "raspa-conta" mostra que nem sempre o problema está em golpes externos, às vezes, ele pode estar escondido dentro do próprio sistema financeiro, passando despercebido no dia a dia.

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