Serra faz vistoria em áreas alagadas

Serra disse que o Estado está contribuindo com a doação de cestas básicas, cobertores e alimentos às famílias desabrigadas

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15 FEV 201323h51

O governador José Serra vistoriou ontem, de helicóptero, a cidade de Peruíbe para ver a dimensão dos estragos e alagamentos causados pela forte chuva de sábado que deixou 1.100 pessoas desabrigadas.

Serra disse que o Estado está contribuindo com a doação de cestas básicas, cobertores e alimentos às famílias desabrigadas. “Além disso, o Corpo de Bombeiros também está atuando, a Sabesp procurando regularizar o abastecimento que foi abalado, e a Codasp (Companhia de Desenvolvimento do Estado de São Paulo) que vamos colocar à disposição para serviços de reparos que serão necessários. Estamos aguardando o levantamento que a prefeita (Julieta Omuro) vai fazer como os outros municípios da Região e Vale do Ribeira”, disse o governador.

Serra afirmou ainda que se for necessário ajudará os municípios com recursos financeiros. A chuva que começou por volta das 17 horas de sábado durou seis horas e atingiu cerca de 25 mil pessoas, segundo informações da Prefeitura. O nível pluviométrico alcançou a quantidade de chuva estimada de dois meses, em apenas seis horas.

Ontem, no Centro de Convenções de Peruíbe, 800 famílias aguardavam a remoção para quatro escolas municipais. Os moradores dos bairros Caraguava, Jardim Veneza e Jardim das Flores — os mais atingidos — foram removidos na tarde de ontem. As outras 300 famílias estão abrigadas em igrejas, centros comunitários, entidades assistenciais ou casa de parentes ou vizinhos.

A prefeita Julieta Omuro espera que a água baixe até o dia de hoje para que as famílias possam retornar às suas casas. “Nós tomamos as medidas emergenciais abrigando as famílias no Centro de Convenções, depois nas escolas com acompanhamento médico para darmos uma assistência melhor”.

As famílias prejudicadas foram principalmente as que moram próximas ao Rio Preto que transbordou e provocou enchentes de mais de um metro de altura. Quanto às áreas de risco, Julieta afirmou que uma comissão de controle de expansões irregulares e invasões em áreas de preservação ambiental trabalharão nessa questão a longo prazo.

A coordenadora da Defesa Civil da Baixada Santista, Regina Elza Araújo, afirmou que novas ocorrências não estão descartadas devido ao fenômeno La Niña que aquece as águas do Oceano Atlântico, favorecida pela freqüencia de chuvas típica do Verão.

Drama

“A água subiu muito rápido. A gente estava dormindo e quando vi não dava tempo de salvar mais nada. Perdi tudo”, afirmou Hilda da Silva, que mora com uma filha, um neto e um bisneto no Jardim Veneza.

Outra desabrigada, Regina Pereira que mora com os quatro filhos à beira do Rio Preto, no Jardim Veneza 2, estava aflita com o risco de desabamento de sua casa, devido às chuvas. “A gente mora em área de risco e a Prefeitura precisa tomar providência”. “Minha filha engoliu água quando a gente tentava sair de casa e meu filho está doente”, afirmou Maria Cristina do Amaral, moradora do Jardim Veneza.

Morte

O corpo do pescador José Aparecido Rodriguez, de 48 anos, foi encontrado ontem, na Praia do Centro. O pescador dormia em um dos barcos, na noite de sábado, e estava desaparecido desde então. Segundo a Prefeitura, José Aparecido foi a única vítima fatal da catástrofe.

Doações

Doações de roupas, cobertores, colchões, produtos de higiene pessoal, medicamentos e alimentos podem ser doados no Centro de Convenções, à Av. São João, 545, Centro. Informações pelo telefone 3451-2611.