Serra do Mar: Fim das invasões

A partir de agora estão proibidas novas ocupações no Parque Estadual da Serra do Mar

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04 MAR 201322h49

O programa que consiste no congelamento de invasões foi anunciado ontem, na Prefeitura de Cubatão, pelo secretário de Estado de Meio Ambiente, Xico Graziano. O encontro ocorreu pela manhã e contou com a presença do prefeito Clermont Silveira Castor, do presidente da Câmara de Cubatão, João Santana Tucla de Moura Villar e autoridades das polícias Civil, Militar e Ambiental. Logo depois o secretário e as demais autoridades seguiram para a Água Fria, um dos bairros que serão monitorados.

A proposta do Governo do Estado consiste no cadastramento das famílias que já habitam áreas de mangue e de preservação ambiental na Serra do Mar em situação irregular que serão remanejadas conforme os projetos habitacionais previstos pelo Governo do Estado. O planejamento que será executado em duas etapas é conjunto entre as secretarias estaduais de Meio Ambiente, Segurança Pública e Habitação e conta com o apoio da Prefeitura. 

O secretário explicou que o primeiro passo é evitar que novas famílias ocupem as áreas dos Bairros Cota, Água Fria e Sítio dos Queiroz, situados dentro do Parque da Serra do Mar. Para isso os efetivos das polícias militar e ambiental foram ampliados para monitorar as entradas e as saídas dos bairros situados na área protegida durante 24 horas. O policiamento seguirá por tempo indeterminado, segundo o comandante de patrulhamento ambiental,  coronel PM Ronaldo Severo Ramos.

O secretário disse ainda que será feito um trabalho de educação ambiental junto a comunidade para a preservação das áreas onde moram. Segundo o prefeito, atualmente residem no Parque cerca de 25 mil pessoas. “Já existe um projeto habitacional de três mil unidades aqui para a Água Fria, mas teremos que estudar outros projetos junto com o Governo do Estado para atender todas as famílias, uma vez que a demanda é bem maior”. O líder comunitário da Vila Esperança (situada no Sítio dos Queiroz), José Severino da Silva Miúdo, aprova o congelamento das invasões. “O projeto vai ser bom para todo mundo, mas o trabalho deve ser feito com as comunidades dessas áreas”, afirmou.