Seminário discute meios de reciclar resíduos orgânicos

Encontro reuniu poder público, entidades civis e especialistas no Sesc Santos. Umas das alternativas seria a compostagem domiciliar e empresarial

Com iniciativa do Fórum da Cidadania de Santos e a Rede Nossa Santos Sustentável, o debate “Soluções Sustentáveis para Gestão de Resíduos Orgânicos”, reuniu na tarde de ontem, no Sesc Santos, representantes do poder público, entidades civis e especialistas para falar sobre o atual panorama da gestão de resíduos do município.

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Dessa vez, as discussões giraram em torno dos resíduos orgânicos (restos de comida, por exemplo) que podem ser reciclados através do processo da compostagem e diminuiria consideravelmente a quantidade de lixo que acaba indo para o aterro sanitário.

“Cada um de nós gera em média um quilo de lixo por dia e mais da metade disso é matéria orgânica, ou seja, restos de alimentos que vão para o lixo. Mas, se começarmos a olhar os resíduos orgânicos como recicláveis, reduziremos 50% do nosso volume diário de lixo”, explica Claudio Spínola.

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Ele é diretor da Morada da Floresta, uma empresa que cria composteiras domésticas e de uso empresarial, que reduzem o montante de resíduos orgânicos a serem destinados à coleta municipal e têm como produto final adubo orgânico de boa qualidade para hortas e jardins.

As alternativas discutidas visam reciclar além de plástico, vidro, papel, restos de alimentos que, segundo os pesquisadores presentes, são decompostos em três meses através da compostagem caseira. Com a ajuda das minhocas, o processo passa para 30 dias. “Com menos lixo para ser coletado, menor o valor do custo com o serviço municipal”, diz Claudio.

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Além da técnica da compostagem doméstica, o seminário discutiu os contratempos causados pelos incineradores. Estudos expostos pelo professor Maurício La Fuente mostraram que diversos países que adotaram este tipo de tecnologia tiveram problemas com a qualidade do ar em longo prazo, causados pela presença do gás metano que é gerado pela queima de resíduos e, atualmente, estão voltando atrás em relação ao processo. Também sugeriu opções para lidar com a questão do lixo de forma metropolitana.

“É necessário que se pense em fazer compostagem com resíduos de poda, usar a tecnologia dos biodigestores de forma intermunicipal para que a quantidade de resíduos seja suficiente para manter o equipamento, incentivar a reciclagem e replicar a lei 952 de Santos nos outros municípios da Baixada Santista”, concluiu La Fuente.

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O secretário de Meio Ambiente de Santos, Marcos Libório, também participou do encontro e disse que o tema resíduos sólidos precisa ser discutido amplamente para evitar erros que já aconteceram em outros lugares.

“Nós estamos contando com os estudos do IPT para buscar melhores opções em relação à destinação final do lixo, perante o fim da vida útil do aterro Sítio das Neves. A Lei Recicla Santos, que entra vigor no próximo dia 2, vem de encontro a esse pensamento e tem como objetivo organizar a logística do lixo. Admiramos as iniciativas tomadas lá fora para resolver esta questão, então porque não inseri-las aqui?”, disse o secretário.

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Durante sua palestra, Libório teve de responder diversos questionamentos dos munícipes presentes que ainda têm dúvidas de como a nova lei irá funcionar.