Seminário aponta ações para reduzir a mortalidade infantil

O risco de morte de uma criança nas primeiras semanas de vida na região é 27% maior que a média estadual: 13,8 mortos para cada mil nascimentos

Após dois anos de pesquisas e mapeamentos, alunos de duas universidades da região – a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o Centro Universitário Lusíada (Unilus) – apresentaram medidas para reduzir a taxa de mortalidade infantil na Baixada Santista. O risco de morte de uma criança nas primeiras semanas de vida na região é 27% maior que a média estadual: 13,8 mortos para cada mil nascimentos.

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O evento ‘Reduzir a mortalidade materna e infantil na Baixada Santista: um desafio de todos’ reuniu estudantes, docentes, representantes de outras regiões do Estado de São Paulo e da Diretoria Regional de Saúde. Um documento com estratégias de enfrentamento foi esboçado e será entregue para as Administrações das nove cidades, Secretaria de Saúde do Estado e Ministério da Saúde.

“O objetivo é criar um observatório de ações e formar profissionais já aptos para lidar com as necessidades da região. Os alunos estão desde 2016 conhecendo e estudando a rede de assistência à saúde infantil e a maternidade de Santos, São Vicente e Itanhaém”, conta Stela Maris Nicolau, docente da Unifesp.

O PET-Saúde GraduaSUS é desenvolvido desde maio de 2016 e composto por cinco cursos da área de saúde da Unifesp (Educação Física, Nutrição, Psicologia, Serviço Social e Terapia Ocupacional), além do curso de Medicina Unilus. Dentre as medidas apresentadas, estão melhorias na formação acadêmica, a instalação de um sistema informatizado de orientações sobre as ­gestantes da região e a implantação do tópico sobre saúde sexual e reprodução na atenção básica.

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“As principais ações de saúde na Baixada Santistas tem que ser focadas na mortalidade infantil, que tem um índice destoante do Estado. Esses indicadores são responsabilidade de todos nós e a DRS se compromete a fortalecer o Programa de Educação para o Trabalho junto ao Ministério da Saúde”, finaliza a assistente social Maria Cecília Gulo, representante da DRS-IV no seminário.