Semáforo que ‘pensa’? Curitiba investe R$ 12 milhões e expande rede de sinais que ‘leem’ o trânsito

Além dos veículos, a tecnologia também considera a presença de pedestres, tornando as travessias mais seguras

Em caso de maior concentração de veículos em determinada via, o sistema amplia o tempo de sinal verde

Em caso de maior concentração de veículos em determinada via, o sistema amplia o tempo de sinal verde | Blue Ox Studio/Pexels

Os semáforos com tecnologia de inteligência artificial já são realidade em algumas cidades brasileiras, como é o caso de Curitiba. A ideia é que os veículos fiquem menos tempo parados e tenham mais fluidez nos horários de pico.

A novidade conta com recursos como câmeras, sensores e algoritmos que ajustam os tempos de abertura e fechamento dos sinais conforme o volume de veículos e pedestres.

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Diferenciais

Diferente dos semáforos tradicionais, que contam com um tempo fixo de funcionamento, o novo modelo com inteligência artificial analisa o fluxo em tempo real.

Em caso de maior concentração de veículos em determinada via, o sistema amplia o tempo de sinal verde; caso o movimento diminua, o ciclo é reduzido.

Além dos veículos, a tecnologia também considera a presença de pedestres, tornando as travessias mais seguras, especialmente em regiões com grande circulação de estudantes e idosos.

Investimento

A Prefeitura de Curitiba aplicou R$ 12 milhões em 2025 para a atualização da sinalização semafórica da cidade, onde sistemas semelhantes já operam em 44 vias do município.

Apenas a revitalização do cruzamento no Sítio Cercado recebeu mais de R$ 223 mil, incluindo melhorias de acessibilidade e a instalação de novos semáforos para pedestres.