Sem pentavalente, Baixada Santista ainda sofre com falta de vacinas

Ministério da Saúde garantiu que os estoques estariam normalizados em novembro, mas cenário segue inalterado

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10 JAN 2020Por Vanessa Pimentel07h00
Estoques da DTP - que previne contra difteria, tétano e coqueluche - também estão acabandoFoto: Divulgação

Não há mais estoque da pentavalente em nenhuma cidade da Baixada Santista. A vacina protege contra cinco doenças: difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e a bactéria Haemophilus influenza tipo B (responsável por infecções no nariz e na garganta) e precisa ser aplicada aos 2, 4 e 6 meses de vida. É necessário o reforço aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

A falta de vacinas tem sido recorrente desde julho do ano passado, em todo o país. O que o Ministério da Saúde alega é que algumas foram reprovadas em testes de qualidade feitos pela Anvisa, como, por exemplo, a Pentavalente. Até então, o prazo para regularizar o abastecimento era novembro de 2019, mas o problema persistiu.

Porém, de acordo com a pasta, a situação deve ser regularizada ainda nesta semana, já que ontem (9) foram distribuídas 1,7 milhão de doses da pentavalente aos estados que, em seguida, encaminharão aos municípios.

Além da pentavalente, os estoques da DTP - que previne contra difteria, tétano e coqueluche - também estão próximos do fim na região.

Em Santos, há poucas doses em apenas cinco das 31 unidades de saúde com salas de vacina. No dia 15 (quarta-feira), está previsto o repasse da grade mensal, mas o município não é informado previamente de quais serão entregues nem a quantidade. A prefeitura disse que aguarda a entrega das duas vacinas para o reabastecimento de todos os postos.

São Vicente informou, por meio da Secretaria de Saúde, que além da Pentavalente e da DTP, doses das vacinas para Febre Amarela, Antitetânica e VOP (paralisia) estão sendo fornecidas em quantidade reduzida desde 2019.

Porém, com exceção da Pentavalente, ainda há doses disponíveis em todas as unidades.

Cubatão recebeu uma remessa, no último dia 6, de DTP, DT (reforço para tétano e difteria, após os 7 anos de idade) e VOP. As vacinas estão sendo distribuídas entre as unidades de Saúde.

Já Itanhaém disse que está há dois meses sem receber imunizações e não tem mais a tríplice bacteriana (DTP). Não há data prevista para normalização das vacinas em falta.

Em Peruíbe acabou também a DT. Mongaguá aplicou a última pentavalente ontem (9). Nos últimos três dias, a cidade registrou 60 doses aplicadas, das quais 30 foram para pessoas de municípios vizinhos. A última remessa recebida foi em outubro do ano passado com 400 doses, dentre elas, a Pentavalente.

Praia Grande

Praia Grande é a cidade da região com a situação mais grave em relação à falta de doses. Por lá, além da Pentavalente, não há mais a DTP, Antitetânica, Febre Amarela, VOP e VIP (dada em crianças que nunca tenham sido imunizadas contra a paralisia infantil).