Cotidiano

Sem greve: Terracom garante continuidade da limpeza urbana mesmo com impasse

Empresas afirmam que serviços seguem normalmente enquanto perícia judicial apura valores do PPR contestados pelos trabalhadores

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 25/03/2026 às 20:02

Atualizado em 25/03/2026 às 20:15

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Segundo o grupo, ao longo da semana foram realizadas centenas de reuniões com trabalhadores de diferentes unidades e setores / Divulgação

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As empresas Terracom Construções, o Consórcio PG Eco Ambiental e a concessionária Terra Santos Ambiental afirmaram, em nota oficial, que seguem confiantes na correção dos valores pagos aos trabalhadores a título de Programa de Participação nos Resultados (PPR), mesmo diante da contestação da categoria.

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De acordo com o grupo, em audiência realizada nesta quarta-feira (25), no Tribunal Regional do Trabalho, em São Paulo, a Justiça determinou a realização de uma perícia contábil para verificar os cálculos. O procedimento deve ser concluído até o dia 6 de abril.

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As empresas sustentam que o PPR foi apurado com base em indicadores técnicos e metodologia prevista em Acordo Coletivo de Trabalho, previamente apresentada aos colaboradores.

Ainda segundo a nota, ao longo da semana foram realizadas centenas de reuniões com trabalhadores de diferentes unidades e setores, incluindo equipes operacionais, com o objetivo de esclarecer os critérios adotados.

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Após dias de paralisação, coletores encerram greve na semana passada e retomaram 100% dos serviços na Baixada Santista.

Categoria pede revisão no Programa de Participação de Resultados (PPR) da empresaCategoria pede revisão no Programa de Participação nos Resultados (PPR) da empresa (Divulgação)

O comunicado também relembra que, em audiência anterior, foi proposta uma complementação de 50% sobre o valor apurado do benefício, como medida de conciliação, mas a oferta não foi aceita pelos trabalhadores.

Pleito dos trabalhadores

Do outro lado, a categoria reivindica maior transparência nos cálculos do PPR e questiona os valores pagos. Segundo o sindicato, trabalhadores alegam não ter recebido explicações claras sobre os critérios utilizados, o que motivou a rejeição da proposta apresentada pelas empresas.

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Além disso, os profissionais cobram revisão dos valores e maior participação nas definições do programa, defendendo que o pagamento reflita de forma mais justa o desempenho da categoria.

Grupo responsável pela limpeza urbana de seis cidades do Litoral fez reuniões com colaboradoresGrupo responsável pela limpeza urbana de seis cidades do Litoral fez reuniões com colaboradores (Divulgação)

Por fim, o grupo empresarial destaca que ficou acordado em juízo que não haverá paralisações até a decisão final do processo, garantindo a continuidade dos serviços de limpeza urbana.

“As empresas reiteram que permanecem à disposição da Justiça e dos empregados para prestar esclarecimentos e reforçam o compromisso com a transparência, a legalidade e a manutenção dos serviços essenciais”.

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