Sem foco de atuação, Baidu fecha o seu escritório no Brasil

A empresa também planejava comprar startups no Brasil, especialmente aquelas que fazem conexões entre serviços online e offline.

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07 JUL 2018Por Folhapress21h39
A companhia chegou a ter 400 funcionários no Brasil, 25 próprios e 375 do Peixe Urbano.A companhia chegou a ter 400 funcionários no Brasil, 25 próprios e 375 do Peixe Urbano.Foto: Divulgação/Baidu Company

A empresa de buscas Baidu decidiu fechar seu escritório em São Paulo. Conhecida como Google chinês, a companhia chegou ao Brasil em 2013.

Segundo executivo que falou à reportagem sob condição de anonimato, a principal função do escritório brasileiro era buscar anunciantes para fazer propagandas nos aplicativos que a empresa oferece para computadores e celulares.

Conforme a tecnologia avançou e esse tipo de serviço passou a ser feito de modo mais automatizado com maior frequência, no modelo conhecido no mercado como mídia programática, deixou de ser necessário ter um escritório local para fazer isso -a publicidade passou a ser gerenciada a partir da China e dos Estados Unidos.

A empresa também planejava comprar startups no Brasil, especialmente aquelas que fazem conexões entre serviços online e offline.

Adquiriu, por exemplo, o serviço Peixe Urbano, de descontos em estabelecimentos variados, em 2014.

Também anunciou em 2016 a criação de um fundo para investir US$ 60 milhões (R$ 264 milhões) em companhias iniciantes daqui e fomentou a criação de uma associação de startups, a de empresas O2O (do online para o offline).

Porém não chegou a fechar investimentos em participação em companhias. Já o Peixe Urbano foi vendido em novembro de 2017 para o fundo de investimentos Mountain Nazca.

A companhia chegou a ter 400 funcionários no Brasil, 25 próprios e 375 do Peixe Urbano. A desistência do mercado de startups aqui acontece em paralelo com a saída da empresa de mercado similar em outros países. Na China, o Baidu vendeu serviços de entrega de comida e de compras coletivas similar ao Peixe Urbano em 2017 e 2018.

O foco de atuação da empresa passou a ser o desenvolvimento de algoritmos de inteligência artificial, incluindo sistemas de carros autônomos e reconhecimento facial por imagem.

A reportagem tentou contato com o presidente no Brasil, mas não obteve retorno.