Sem conciliação, carteiros continuam em greve

80% das correspondências remetidas à Região na última semana, estão retidas no Centro de Triagem na Capital

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14 FEV 201322h51

A greve dos funcionários dos Correios continua, pois não houve acordo entre a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fetect), Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), na reunião de conciliação realizada na manhã de ontem, em Brasília (DF) pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A categoria está em greve desde o dia 1º deste mês e exige o cumprimento do acordo firmado em novembro de 2007, que estabelece incorporação de R$ 300 de adicional de periculosidade nos salários, negociação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sintect-Santos), Gerson Machado, o ministro presidente do TST, Rider Nogueira de Brito, deverá convocar nova reunião para a próxima quinta-feira.

Entretanto, ontem conforme a assessoria de imprensa dos Correios, Brito propôs a suspensão imediata da greve, como condição para analisar a pauta de reivindicação dos empregados. Caso contrário, já no próximo dia 15, será sorteado o ministro relator para julgar a legalidade do movimento.

60% parados

De acordo com Gerson, 60% dos cerca de mil funcionários dos Correios da Baixada Santista e Vale do Ribeira aderiram ao movimento de greve. Gerson também estima que 80% do volume de correspondências remetidas à Região desde o dia 1º estão retidas no Centro de Triagem da Capital paulista.

País

A greve continua em 22 estados e Distrito Federal. Levantamento da empresa realizado ontem aponta que 35% dos carteiros de todo o país aderiram ao movimento.

Liminar

Na sexta-feira, TST concedeu liminar determinando que a Fentect mantenha o contingente mínimo de 50% dos empregados em cada unidade da empresa, para garantir os “serviços inadiáveis e de interesse público”, sob pena de multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento da ordem judicial.

Perguntado sobre a liminar, o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Região disse que ainda não foi feita a notificação oficial à Fentect. Gerson afirmou que apenas os carteiros aderiram à greve, atendentes continuam trabalhando nas agências.