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Sem abrigados, Escola Dirce Valério volta a servir a Secretaria de Educação

No total, 418 pessoas passaram pela escola, que serviu de alojamento para as vítimas das fortes chuvas, que atingiram a Cidade no início do mês

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23 MAR 2020Por Da Reportagem22h00
Na unidade, foi montada uma mega estrutura para atender as famílias atingidasFoto: Reprodução

Após 18 dias, servindo de abrigo para as vítimas das fortes chuvas que atingiram Guarujá no início do mês, a Escola Municipal Dirce Valério Gracia (Avenida D. Pedro I, 340 – Jardim Tejereba) foi devolvida para à Secretaria de Educação, Esporte e Lazer (Sedel). No total, 418 pessoas foram acolhidas na escola. Nesta sexta-feira (20), as últimas pessoas deixaram o local. 

Na unidade, foi montada uma mega estrutura para atender as famílias atingidas. As salas foram transformadas em alojamentos e divididas por alas: masculina e feminina. No local, as famílias receberam alimentação, higienização atendimento médico e social. Já a segurança do abrigo ficou por conta da Guarda Civil Municipal (GCM) e do Exército Brasileiro, que prestou ajuda humanitária a pedido da Prefeitura Municipal de Guarujá.

Equipes das Secretarias de Desenvolvimento e Assistência Social (Sedeas), Habitação (Sehab), Centro de Cidadania, Projeto Biblioteca Cidadã e Polícia Civil do Estado de São Paulo prestaram atendimento assistencial, emissão de documentos, cadastro do benefício de locação social, entre outros.

Doações

Já a escola anexa, Professor Almeida Júnior foi um dos postos de arrecadação dos suprimentos. Mais de mil voluntários passaram pelo local, ajudando com a seleção das roupas, separação dos alimentos, organização dos donativos, entretenimento, ações de cidadania, entre outras atividades.

Tragédia

Na última quarta-feira (17), o Corpo de Bombeiros decretou oficialmente o fim das buscas por vítimas dos deslizamentos ocorridos nos morros de Guarujá, após temporal que atingiu toda a região da Baixada Santista no início de março. No Município, 34 pessoas morreram. O volume de chuvas que caiu sobre a Cidade em apenas 72 horas é algo sem precedentes nos registros: foram 405 mm de chuvas nesse curto espaço de tempo, o que motivou a prefeitura decretar estado de calamidade pública.