Seis planetas do Sistema Solar poderão ser vistos na mesma faixa do firmamento / Pexels
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No final de fevereiro de 2026, especificamente no dia 26/02, o céu do entardecer apresentará um fenômeno astronômico incomum e visualmente marcante.
Seis planetas do Sistema Solar poderão ser vistos na mesma faixa do firmamento, formando um arco aparente logo após o pôr do sol. Mercúrio, Vênus, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno estarão distribuídos ao longo da eclíptica, a trilha que o Sol percorre no céu, criando o que os astrônomos chamam de desfile planetário.
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Não se trata de um alinhamento perfeito no espaço, mas de um alinhamento de perspectiva visto da Terra. Como as órbitas planetárias estão em planos próximos, há períodos em que vários planetas aparecem concentrados na mesma região do céu. O efeito é raro o suficiente para chamar atenção de observadores, estudiosos e do público em geral.
A visibilidade ocorre nos minutos seguintes ao pôr do sol, com melhor observação em locais de horizonte oeste livre e pouca poluição luminosa. Vênus e Júpiter tendem a se destacar pelo brilho. Mercúrio e Saturno podem ser vistos com mais atenção e céu limpo.
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Urano e Netuno exigem binóculo ou telescópio. A janela de observação é curta, o que torna a experiência ainda mais especial para quem decide parar e olhar. Além do interesse astronômico, a simbologia planetária oferece uma leitura profunda do momento.
Cada planeta representa uma dimensão da experiência humana. Mercúrio fala da mente e da comunicação. Vênus aponta valores, vínculos e magnetismo pessoal. Júpiter está ligado à expansão de visão e significado. Saturno representa estrutura, responsabilidade e limite.
Urano simboliza ruptura e libertação de padrões. Netuno se relaciona com sensibilidade, imaginação e dissolução de ilusões. Quando esses princípios aparecem juntos no mesmo arco celeste, a imagem simbólica é de convergência de forças. É como se diferentes áreas da vida pedissem ajuste ao mesmo tempo.
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Pensamento, afeto, crença, disciplina, mudança e sensibilidade entram em pauta de forma simultânea. Isso não sugere pressa, mas coerência. Muitas pessoas vivem de forma fragmentada. Pensam de um jeito, falam de outro, desejam algo e escolhem o oposto.
Esse desalinhamento interno gera desgaste, indecisão e perda de direção. O símbolo deste arco planetário aponta para a necessidade de reunir partes dispersas da própria consciência e revisar prioridades com maturidade. Observar o céu nesse período pode ser mais do que contemplar um fenômeno bonito, pode ser um exercício de presença e revisão.
Alguns minutos de silêncio após o pôr do sol, com atenção voltada para o que precisa ser reorganizado na própria vida, têm mais força do que decisões tomadas sob pressão e ruído.
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Na prática, este é um bom período para atitudes simples e objetivas. Rever compromissos assumidos e eliminar o que foi mantido apenas por hábito. Ajustar a comunicação, escolhendo conversas claras em vez de respostas impulsivas. Reavaliar onde o afeto está sendo investido e se existe reciprocidade.
Organizar rotinas básicas que sustentam energia e foco. Abrir espaço para uma mudança necessária que vem sendo adiada. Reduzir excessos de informação e estímulo para recuperar clareza mental.
Também é favorável registrar por escrito seis áreas da vida que precisam de alinhamento, como comunicação, relações, finanças, trabalho, saúde e propósito. Para cada uma, definir uma ação concreta e possível de executar nos dias seguintes. Pequenos ajustes consistentes produzem mais transformações do que grandes promessas emocionais.
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O desenho que aparece no céu funciona como um espelho simbólico. Integração não é fazer tudo ao mesmo tempo, mas fazer o que é essencial de forma coerente. Alinhamento verdadeiro não acontece entre planetas, acontece entre pensamento, valor e ação.
Quando isso se ajusta, o caminho também se ajusta.