Seguranças terão de se adaptar à informalidade do papa, diz Vaticano

Desde que foi eleito, o papa demonstrou que pretende quebrar regras e protocolos

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15 MAR 201310h16

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, reconheceu que o desapego do papa Francisco às formalidades obrigará o serviço de segurança a repensar as atividades durante o pontificado, que começou nesta quarta-feira (13). Ele disse que o “modo informal” de Francisco levará a mudanças no esquema de segurança, mas não adiantou as modificações que serão adotadas.

Desde que foi eleito, o papa demonstrou que pretende quebrar regras e protocolos. Dispensou o carro oficial destinado aos pontífices, optando, em uma ocasião, pelo ônibus usado pelos cardeais – no traslado da Capela Sistina até a Casa Santa Marta onde todos estavam hospedados – e, em outra, por um carro simples.

Ao rezar na Basílica de Santa Maria Maior, no centro de Roma, ele pediu que as portas ficassem abertas para que todos tivessem acesso à igreja. No dia anterior, fez questão de ir até a Casa Internacional do Clero, em Roma, na qual os cardeais se hospedaram antes do conclave, para pagar a conta.

O Vaticano é um Estado soberano com legislação e segurança próprias. Nos dias que antecederam o conclave, o esquema de segurança foi reforçado e vários locais ficaram fechados e proibidos à entrada de turistas e jornalistas. Os policiais e seguranças que guardam a área, de pouco mais de 200 metros quadrados, costumam ser rígidos e inflexíveis.

 Ao rezer missa na Basílica de Santa Maria Maior, Papa Francisco pediu que as portas ficassem abertas para todos entrassem (Foto: AP)