Sede invisível: por que os idosos correm mais risco de desidratação

Tempo seco e quente aumenta a necessidade de hidratação; saiba como identificar sintomas e evitar problemas de saúde

Os dados indicam que o caminho para uma vida mais longa e saudável não exige mudanças radicais

Tempo seco e quente aumenta a necessidade de hidratação; saiba como identificar sintomas e evitar problemas de saúde | Divulgação/Pexels

A chegada da primavera, marcada pelo tempo seco e quente, os cuidados com a hidratação precisam ser redobrados, especialmente entre o público mais velho. Naturalmente, os idosos perdem mais líquidos do que os jovens e, além disso, têm maior dificuldade em perceber a sede.

Essa resposta mais lenta do organismo exige atenção aos sinais de desidratação, como boca seca, sonolência e tontura. Outro ponto importante é observar a cor da urina, principal indicador de insuficiência de líquidos: quanto mais escura, maior a gravidade da desidratação.

Esse cuidado deve estar atrelado à questão da higiene para idosos. Existe, por exemplo, uma quantidade de vezes por semana que as pessoas com mais de 65 anos devem tomar banho.

Consumo de água

A quantidade ideal de água varia de pessoa para pessoa, mas, em dias mais quentes, a ingestão deve ser reforçada. O recomendado é evitar sair de casa nos horários de maior exposição solar, entre 10h e 18h.

Em situações mais graves, a desidratação pode provocar sede intensa, ausência de urina, respiração acelerada, alteração do nível de consciência, convulsões, pele fria e úmida, podendo até levar ao óbito.

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Para manter a hidratação, além da água, é possível incluir sucos naturais de frutas como melão, melancia e laranja, além de gelatinas e chás sem açúcar. Outra alternativa é saborizar a água com rodelas de frutas (abacaxi, laranja, limão, maçã) e folhas de hortelã.

É essencial também evitar o consumo excessivo de álcool em dias de altas temperaturas, já que ele aumenta a perda de líquidos pelo organismo.

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O caso Raul Gil

No início do mês, o apresentador Raul Gil, de 87 anos, foi internado no Hospital Moriah, na zona sul de São Paulo, devido a um abdome agudo inflamatório, causado por diverticulite aguda, associado a um quadro de desidratação.

Como a falta de líquidos compromete funções vitais, como o transporte de nutrientes para as células, os efeitos da desidratação em idosos podem ser rápidos e graves. Por outro lado, manter uma boa hidratação ajuda na digestão, protege o coração, melhora o funcionamento do intestino e regula a temperatura corporal.

Confira no vídeo do Dr. Drauzio Varella a importância de reconhecer e cuidar dos sinais de desidratação.