Secretário justifica reajuste de 3,5% para servidores de Bertioga

Roberto Guedes diz que aumento foi pago mesmo após rejeição por ser o mês de data-base da categoria

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03 ABR 2017Por Da Reportagem10h03
Decisão do governo Caio Matheus estaria baseada em estudo de impacto financeiro no orçamento e de acordo com a inflação do período de março de 2016 a fevereiro de 2017Decisão do governo Caio Matheus estaria baseada em estudo de impacto financeiro no orçamento e de acordo com a inflação do período de março de 2016 a fevereiro de 2017Foto: Rodrigo Montaldi/DL

Após a denúncia do Sindicato dos Servidores de que o prefeito de Bertioga, Caio Matheus (PSDB), lançou na folha de pagamento da categoria o reajuste de 3,5% que havia sido rejeitado em assembleia o secretário de Administração e Finanças de Bertioga, Roberto Cassiano Guedes enviou uma nota para o Diário do Litoral sobre o assunto.

Ele afirma que o governo concedeu aumento de 3,5% aos servidores públicos em março, pois essa é a data-base da categoria. A decisão está baseada em estudo de impacto financeiro no orçamento e de acordo com a inflação do período de março de 2016 a fevereiro de 2017, de 4,8%.

“Durante as negociações com os Sindicatos dos Servidores foram apresentados os estudos e mesmo assim o Sindicato dos Servidores Públicos de Bertioga rejeitou a proposta. Caso acatássemos tal ato, hoje, 1.600 servidores deixariam de receber já este mês, o reajuste salarial e seriam prejudicados por uma discussão arrastada, que atingiria a todos, inclusive os aposentados do Bertprev, sem distinção”, afirmou o secretário.

Ele destacou também a importância do equilíbrio e responsabilidade da decisão. “Muitas cidades da Baixada tem tido problemas com a folha de pagamento e algumas ainda estão pagando o 13º salário. Isso aconteceu porque fizeram compromissos além da capacidade orçamentária do município. O que estamos fazendo é assumindo um compromisso realista e com o qual o Município conseguirá honrar, sem causar problemas futuros aos nossos servidores públicos”.

Além disso, o secretário afirmou que o Governo assumiu compromisso de enviar à Câmara, um Projeto de Lei que reajusta o cartão alimentação para R$ 165, o que representa um aumento de 8,5%.

Ainda há possibilidade de complemento de reajuste. Caso no final do ano a arrecadação do Município permita, o secretário informou que poderá ser feito este complemento do reajuste.

Histórico

O funcionalismo reivindica aumento de 7,87% - valor do reajuste do IPTU de 2017, que historicamente sempre balizou o aumento do servidor - e incremento do vale alimentação de R$ 152 para R$ 200.

O Sindicato convocou uma reunião no fim da tarde de sexta (31) para discutir o assunto, reunindo expressivo número de funcionários públicos.

A categoria decidiu esperar até a próxima sexta-feira (7) uma nova proposta por parte da administração municipal. “Temos uma assembleia marcada.Se até lá a prefeitura não apresentar uma nova proposta, consideramos a hipótese de declarar estado de greve, além de fazer manifestações a favor dos nossos direitos”, diz o presidente do sindicato, Jorge Guimarães.