Secretário de Transportes Metropolitanos vem à Santos para apresentar projeto do Veículo Leve sobre Pneus

A visita está prevista para a próxima quarta-feira, na Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), na Rua Joaquim Távora, 93, na Vila Mathias

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13 MAR 201320h46

O secretário de Estado de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, virá a Santos para apresentar o projeto do Veículo Leve sobre Pneus (VLP), que visa unificar o transporte intermunicipal entre as cidades da Baixada Santista. A proposta é uma alternativa ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a um custo mais baixo. A visita está prevista para a próxima quarta-feira, na Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), na Rua Joaquim Távora, 93, na Vila Mathias.

O projeto inicial do VLP, denominado Sistema Integrado Metropolitano (SIM), foi apresentado, em 14 de junho do ano passado, na Prefeitura de Itanhaém, pelo secretário estadual e pelo presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Joaquim Lopes da Silva Júnior. A proposta previa a criação de um corredor exclusivo para ônibus, junto aos trilhos da antiga Estrada de Ferro Santos-Juquiá, com linhas expressas e semi-expressas, terminais de embarque e pontos de parada. Com um orçamento de R$ 130 milhões, seria construído um corredor entre São Vicente e Santos, com três terminais (Barreiros, São Vicente e Porto), além de 15 pontos. Cinquenta 50 ônibus fariam as linhas expressas e 132, atenderiam todo o sistema.

Já para a Comissão Especial de Vereadores do VLT (CEV), da Câmara Municipal de Santos, o transporte ferroviário metropolitano é o mais adequado às necessidades da Região. Segundo o presidente da CEV, vereador José Antonio Marques Almeida, o JAMA, o VLT pode transportar um número maior de pessoas, além de ser mais vantajoso, em termos de custo-benefício. “O VLT é mais barato que o VLP por passageiro transportado por quilômetro”, destacou.

O projeto inicial do VLT foi desenvolvido pela EMTU, subordinada ao Governo do Estado, após a desativação do Trem Intrametropolitano (TIM). O empreendimento, com orçamento estimado em R$ 503,6 milhões, atenderia uma demanda diária de 40 mil passageiros, dos nove municípios da Baixada, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Transportes.

No entanto, em novembro de 2005, o diretor-executivo da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), Edmur Mesquita, declarou que o VLT tornou-se inviável economicamente. “A Secretaria de Estado de Transportes Metropolitanos fez um estudo de mercado e constatou que a iniciativa privada não tem interesse no projeto por seu alto custo”, argumentou na ocasião.

Quanto a infra-estrutura para a viabilização do VLT, Jama disse que os trilhos do antigo TIM poderiam ser reaproveitados. “Estamos a meio caminho andado, bastaria ajustar a bitola (distância entre os trilhos), adquirir vagões e desenvolver o sistema de controle de tráfego”.

Em junho, o prefeito de Santos João Paulo Tavares Papa encaminhou emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias, contemplando a implantação da primeira fase do VLT, entre Santos e São Vicente. O custo da obra foi estimado em R$ 250 milhões.