Secretário de Segurança destaca queda da criminalidade na Baixada Santista

Alexandre de Moraes destacou a reforma do IML da Praia Grande e descartou aumento do efetivo na região

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21 MAI 201519h02

O Secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, Alexandre de Moraes, destacou a queda da criminalidade na Baixada Santista durante reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), nesta quinta-feira (21), no Museu Pelé, em Santos.

Moraes foi convidado para falar sobre o trabalho que a pasta tem realizado na região, os futuros investimentos e ouvir as demandas dos prefeitos da região.

De acordo com o secretário, em comparação ao primeiro quadrimestre do ano passado, houve diminuição em todos os índices de criminalidade na Baixada Santista. “A redução de todos os índices de criminalidade demonstra que os efetivos existentes hoje das polícias civil e militar, são suficientes, esta trabalhando muito e reduzindo os índices. Há muito que fazer, nós temos que melhorar. A nossa meta é o crime zero. Então, nós vamos reduzindo.”

Alexandre de Moraes assegurou a confiabilidade nas estatísticas e negou que haja subnotificação dos casos registrados pela Polícia. “São Paulo é o único estado da Federação que permite registro de roubo eletronicamente. Quando se permitiu isso, em 2013, houve um grande aumento e chegamos a conclusão de que havia uma subnotificação. As pessoas podem registrar o roubo da sua casa, no seu computador. Não há subnotificação”.

Secretário também destacou as diversas operações policiais realizadas na Baixada Santista (Foto: Matheus Tagé/DL)

Sem aumento de efetivo

Entre as demandas dos prefeitos presentes à reunião, ganhou destaque o pedido pelo aumento do efetivo. O prefeito de São Vicente, Luis Claudio Bili (PP), disse que a região vive um clima de insegurança após o término da “Operação Carnaval” e que a Secretaria de Segurança Pública poderia deixar na região 10% do efetivo que vem para reforçar o policiamento. O pedido foi endossado pela prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito (PMDB).

A resposta do secretário, porém, não foi positiva. Alexandre de Moraes informou que recebe o mesmo pedido de todas as 645 cidades do estado do São Paulo e que não era necessário e nem possível o aumento do efetivo após as operações.

“O efetivo hoje é suficiente, é bom. Obviamente, não é ideal. Nós podemos ampliar o efetivo. É por isso que o governador Geraldo Alckmin já autorizou a contratação de 14 mil policiais militares e 5 mil servidores administrativos que substituirão policiais em função administrativa. Com isso, até o final de 2016, nós teremos 19 mil policiais militares já treinados e vamos completando os efetivos que forem necessários”, explicou.

Por fim, Alexandre de Moraes destacou os investimentos no Instituto Médico Legal de Praia Grande e de Santos. “Assim como os municípios sofrem com a crise econômica do País, o estado também sofreu. Nossa arrecadação caiu. Nós temos R$ 700 milhões para investir na Segurança Pública. Aqui, para a Baixada Santista, estamos encerrando a reforma do IML de Praia Grande, que custou R$ 900 mil. Além disso, já contratamos a CPOS (Companhia Paulista Obras Serviços) para fazer uma grande reforma no IML de Santos, inclusive, resolvendo o problema de inundação que tem nesse prédio. Vamos investir R$ 4 milhões”.

Novo diretor-presidente da Agem destaca Plano Metropolitano de Desenvolvimento

A reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb) foi a primeira de Hélio Hamilton Vieira Junior como diretor-executivo da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem). Ele assumiu no lugar de Marcelo Bueno, que estava à frente da agência desde 2013.

Vieira Junior era diretor-presidente da Cohab Santista. Ele falou sobre o desafio em assumir a Agem. “É uma experiência profissional fantástica. Tenho que agradecer aos prefeitos pela confiança e ao governador, principalmente, no sentido de trabalhar numa região como a nossa. São 9 municípios, com o maior porto da América Latina, com indústria, com turismo, não é uma tarefa simples. Vamos trabalhar para que os resultados dos nossos estudos, dos planos, ocorra de forma segura nesse processo de 1 ano e 6 meses que temos pela frente”.

Hélio destacou a continuidade do Plano Metropolitano de Desenvolvimento Estratégico da Baixada Santista. “O Plano Metropolitano de Desenvolvimento sempre chama a atenção porque ele é o macro que irá dar o norte e é exigência do Estatuto da Metrópole, que a gente pega agora também a vigência dessa lei, que nos fortalece”.