Sarampo chega ao Guarujá e dois casos são registrados

Ocorrências são no bairro Morrinhos. Município é o 4ª da região a confirmar casos de sarampo; Baixada tem 24 no total

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22 AGO 2019Por Vanessa Pimentel07h00
Guarujá é a quarta cidade da Baixada Santista a confirmar casos de sarampoFoto: Agência Brasil

Guarujá é a quarta cidade da Baixada Santista a confirmar casos de sarampo. A secretaria de Saúde do município informou esta semana que dois casos foram registrados. Ao todo, a Baixada Santista tem 24 casos confirmados.

Os pacientes que tiveram os exames confirmados para sarampo pelo Instituto Adolfo Lutz foram uma professora, de 38 anos, que trabalha em Cubatão, e uma criança de 11 meses. Ambas são moradoras do bairro Morrinhos e apresentaram os primeiros sintomas no fim de julho.

A Secretaria já vem tomando todas as medidas necessárias. O bairro onde vivem as munícipes já recebeu ação de bloqueio, e, por conta da positividade dos casos, também passa por varredura, ou seja, já foi feita a aplicação de doses não só nas pessoas que residem na mesma residência que, mas também de toda a região ali próxima.

Conforme último levantamento, no momento, Guarujá possui 16 casos suspeitos da doença, que seguem em investigação.

Em nota, a prefeitura reiterou que não é preciso alarmismo por parte da população, e explica que a vacina continua disponível na rotina das unidades da rede municipal de saúde. No entanto, os munícipes devem ficar atentos ao buscar pela dose nos postos porque só serão vacinados aqueles que estiverem dentro do público-alvo.

24 CASOS

Além de Guarujá, Santos, Praia Grande e Peruíbe também têm casos confirmados da doença. Em Santos são cinco casos confirmados em moradores da cidade e 15 suspeitos. Além desses, três casos confirmados são moradores de São Paulo que têm família no município.

Em Praia Grande são 20 casos suspeitos e oito confirmados; já Peruíbe contabiliza nove casos confirmados e 11 suspeitos. Em São Vicente, 15 casos suspeitos; Mongaguá tem três suspeitas; Bertioga, um caso suspeito da doença e Itanhaém tem sete suspeitos. Das nove cidades da Baixada, apenas Cubatão não tem registro nem suspeitas.

DOSE ZERO

O Ministério da Saúde divulgou uma nova recomendação esta semana: todas as crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias devem receber uma dose adicional, a chamada "dose zero". A recomendação vale para todo o país, e deve alcançar 1,4 milhão de crianças. O ministério ressaltou que essa dose não substitui ou elimina a necessidade de tomar as demais que integram o calendário nacional de vacinação: com 1 ano e 1 ano e 3 meses.

Antes, o reforço era indicado somente para aquelas que fossem viajar para municípios com surto da doença no país. De acordo com o ministério, o grupo formado pelas crianças menores de 1 ano é o mais afetado pela doença. (Vanessa Pimentel)

 

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