São Vicente registra queda histórica de quase 60% na mortalidade infantil em 2026

Índice despencou drasticamente no período, uma vez que a nova estratégia protegeu a vida de dezenas de recém-nascidos

Fotografia colorida e horizontal em ambiente hospitalar de paredes brancas. À direita, uma jovem mãe de cabelos escuros está sentada, reclinada em uma poltrona estofada de cor clara. Ela usa uma touca cirúrgica descartável branca, tem os olhos semicerrados voltados para baixo e segura contra o peito o seu bebê recém-nascido, que veste uma touca de lã clara. A mãe está envolta em uma faixa de tecido escuro onde se lê a inscrição parcial "de São Vicente". À esquerda, em primeiro plano e de perfil, uma profissional de saúde usando uniforme azul e touca descartável branca se inclina em direção à mãe, ajustando com as mãos o tecido que acomoda o bebê. Ao fundo, fixada na parede acima deles, há uma régua hospitalar com saídas de gases medicinais.

Queda expressiva no número de óbitos foi impulsionada pela reestruturação das políticas públicas voltadas à saúde da gestante e do recém-nascido (PMS/Divulgação)

São Vicente teve uma redução de 56,8% na mortalidade infantil nos primeiros quatro meses de 2026, conforme divulgado pela Prefeitura do Município. Entre as ações que contribuíram para este cenário está o fortalecimento da rede de atenção materno-infantil promovido pela Secretaria de Saúde (Sesau).

Entre as medidas adotadas pela Sesau estão a ampliação do pré-natal, o monitoramento de gestantes e o acompanhamento dos bebês nos primeiros meses de vida. Em comparação com o mesmo período de 2025, o número de óbitos caiu drasticamente. Foram registradas 16 mortes infantis entre 1.132 nascidos vivos em 2025, contra seis óbitos entre 931 nascidos vivos em 2026.

Ações

A prefeitura alcançou esse resultado ao ampliar as iniciativas municipais, como a oferta do Implanon. Esse método contraceptivo de longa duração ajuda no planejamento reprodutivo e evita que mulheres engravidem sem planejamento.

Outra ação adotada foi a consolidação da Central Obstétrica de Atendimento Secundário (COAS), responsável pelo acompanhamento especializado de gestantes de risco, com apoio técnico-assistencial da Universidade Lusíada.

Além disso, a administração intensificou as ações voltadas aos recém-nascidos, principalmente durante o período neonatal, considerado o mais vulnerável para a saúde infantil.

Entre as medidas implementadas estão o acolhimento da mãe e do bebê em até 48 horas após a alta hospitalar, garantindo o atendimento na primeira semana de vida, e o incentivo ao aleitamento materno nas unidades de saúde.

Também houve o fortalecimento da integração entre a Maternidade Municipal, a UTI Neonatal, o COAS e a Atenção Básica, o que garantiu a continuidade do cuidado após a alta hospitalar.

Acompanhamentos

A Secretaria de Saúde ampliou o acompanhamento de crianças menores de um ano por meio de consultas de puericultura nas unidades básicas. Dessa forma, as equipes focam agora no monitoramento do crescimento, no desenvolvimento infantil e na atualização vacinal. Além disso, os profissionais realizam a busca ativa de faltosos ou de recém-nascidos em situação de vulnerabilidade.

Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) passaram a atuar de forma intensificada nas visitas domiciliares, auxiliando na identificação precoce de riscos, em dificuldades na amamentação e em situações de vulnerabilidade social.

UPA 24h em São Vicente

As ações de prevenção caminham junto com investimentos na infraestrutura. A construção da primeira UPA Central 24h está com 54% das obras concluídas e deve ser entregue no segundo semestre de 2026.

Localizada na Rua Ipiranga, 353, a unidade contará com consultórios, salas de urgência e emergência, pediatria, odontologia, raio-X e exames laboratoriais, funcionando de forma ininterrupta.