São Vicente registra crescimento acima da inflação em 2017

Consultor de finanças públicas destaca a recolocação da Cidade na Lei de Responsabilidade Fiscal

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02 FEV 2018Por Da Reportagem18h01
A Administração Municipal fechou 2017 em superávit, com aumento real de 3,47% na Receita Corrente Líquida, em comparação ao ano de 2016A Administração Municipal fechou 2017 em superávit, com aumento real de 3,47% na Receita Corrente Líquida, em comparação ao ano de 2016Foto: Arquivo/DL

Com o desafio de equacionar as finanças, a Administração Municipal fechou 2017 em superávit, com aumento real de 3,47% na Receita Corrente Líquida, em comparação ao ano de 2016. O índice acima da inflação é fruto da arrecadação de R$ 840.287.602 entre 1º de janeiro e 31 de dezembro, ou seja, R$ 28.170.378 a mais que o registro anterior, quando os cofres públicos receberam R$ 812.117.224. Período de grandes dificuldades econômicas no Brasil – fato exaustivamente noticiado pela imprensa nacional, foi um ano de superação para a Prefeitura de São Vicente.

“É bom ver a Cidade bem avaliada, mas há muito a ser feito”, analisa a secretária da Fazenda, Mirian Cajazeira Diniz, destacando que o trabalho realizado proporcionou ao Município viabilizar recursos, o que não acontecia desde 2013, devido a pendências no Cadastro de Inadimplentes (Cadin) de São Paulo resolvidas no decorrer de 2017. Ou seja: São Vicente recuperou as condições legais de crédito.

Em sua página do Facebook, o jornalista e consultor de finanças públicas, Rodolfo Amaral, destacou que a gestão “alcançou uma proeza no seu primeiro ano de mandato: derrubou o índice de comprometimento de gastos com pessoal de 59,80% da Receita Corrente Líquida para apenas 52,74%, recolocando o município nos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal”. Outra medida foi a elevação geral da taxa de investimentos para 9,55% das Receitas Correntes, contra 5,27% em 2016. A análise ainda ressalta que “na área da Saúde, as despesas caíram para 27,95% das Receitas de Impostos e Transferências Constitucionais (em 2016 foram 30,46%), mas na Educação o percentual atingiu 25,81%, igualmente recolocando o município nos termos legais (em 2016 foi de apenas 23,94%)”.

Com base nos números registrados, o levantamento ainda aponta que “outro grande feito no primeiro ano de mandato foi a elevação geral da taxa de investimentos para 9,55% das Receitas Correntes, contra o índice de apenas 5,27% registrado em 2016”.