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Cotidiano

São Vicente oficializa ação para ampliar segurança nas escolas

Projeto, inédito na Baixada Santista, foi lançado nesta quinta-feira (4)

Uma das metas é garantir que todos saibam agir rápido e com tranquilidade contra possíveis agentes agressores / Divulgação/PMSV

Depois de uma aula de segurança e de como agir no caso de possíveis agentes agressores dentro da unidade de ensino, 23 alunos da Escola Estadual Zulmira de Almeida Lambert, no Jardim Independência, em São Vicente, estão prontos para atuar como multiplicadores do projeto Consolidação de Ações de prevenção primária nas escolas.

Nesta terça-feira (09), os 23 jovens, que são líderes ou vice-líderes de suas turmas, assistiram à palestra do capitão PM Michael, coordenador operacional do 39° Batalhão de Polícia Militar do Interior, em São Vicente (39° BPMI/SV). O grupo foi o primeiro a conhecer as propostas idealizadas pela Polícia Militar, por meio do 39º BPM/I, em parceria com a Assessoria de Segurança Pública Municipal, juntamente com a Secretaria de Educação e a Diretoria de Ensino de São Vicente.
 
Uma das metas é garantir que todos saibam agir rápido e com tranquilidade contra possíveis agentes agressores em escolas municipais e estaduais vicentinas. A ação especial é inédita na Baixada Santista e será um mecanismo a mais para a garantia de segurança dos 49 mil alunos, 2.400 professores e funcionários de outros setores das escolas da Rede Municipal de Ensino, além de 22 mil alunos, professores e funcionários da Rede Estadual.
 
O projeto vai promover a padronização de defesa em todo corpo discente (alunos), docente (professores) e demais funcionários, quando estiverem expostos a ataques ou a situações graves de violência física e emocional. A partir de trabalho conjunto, a proposta é desenvolver palestras, promover treinamentos, elaborar fôlderes digitais, entre outros recursos para que haja uma mudança de comportamento e mais segurança no ambiente escolar.
 
Antes da palestra do capitão PM Michael, o comandante do 39º BPM/I/SV, em São Vicente, o major PM Dene Guimarães Martins, explicou que o objetivo é que este grupo de alunos vire multiplicador do projeto. “A ideia é justamente prepará-los para que possam enfrentar momentos críticos, sabendo como se portar diante de situações de risco, e que atuem como multiplicadores dessas iniciativas”, comentou o comandante.
 
A secretária de Educação de São Vicente, professora Eugênia Marcondes, lembrou da necessidade da boa convivência dentro das escolas. “Queremos uma boa convivência. Se conseguirmos isso, já estaremos dando um passo a mais na garantia da segurança de todos no ambiente escolar”, defendeu.
 
Informações

Para alunos que participaram da palestra desta terça-feira, as orientações foram fundamentais. “Conseguir tirar muitas dúvidas sobre como agir em caso de urgência. Vou passar com detalhes as informações para meus amigos”, disse Davi Araújo, 16 anos, aluno e vice-líder em uma das turmas da 2ª série do Ensino Médio na Escola Zulmira.
 
Já Gabrielle dos Santos, 17 anos, aluna e líder de uma das turmas da 3ª  série do Ensino Médio da escola vicentina, fará uma reunião com seus amigos de classe. “Vou passar para eles tudo o que aprendi sobre métodos de segurança. Uma lição que aprendi é que sempre devemos saber o endereço do local onde estamos. Assim, ficam mais fácil chamar socorro em caso de uma emergência”, ensinou.
 
Ações de segurança

A Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), adota outras medidas para garantir a segurança nas escolas. Todas contam com vigilantes que fazem o controle de acesso. Os horários de entrada dos alunos são pré-determinados e o atendimento nas secretarias é feito separadamente da área interna, onde ficam alunos e professores.
 
No caso da Educação Infantil, há uma relação com os nomes dos pais ou responsáveis autorizados a pegar as crianças ao término da aula. A Seduc também realiza desde o início do ano letivo trabalho preventivo, de Cultura de Paz na rede municipal de ensino, envolvendo a comunidade escolar (gestores, professores, funcionários, alunos e familiares).
 
As ações, coordenadas pelo Núcleo de Educação para a Cultura de Paz e Não Violência, são voltadas a combater a violência e o bulling, administrar conflitos, gerenciar relações interpessoais e incentivar valores como paz, respeito, diálogo entre outros.
 
Também são realizadas reuniões com professores. Nesta iniciativa, três eixos são focados pelo Núcleo: Formação em Justiça Restaurativa na Escola; Formação em Metodologias Colaborativas com foco no Envolvimento Comunitário para adolescentes integrantes dos Grêmios Estudantis e Criação e Execução de projetos voltados para a diminuição da evasão e infrequência escolar (Discussão, reflexão e cocriação de ações práticas).

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