São Paulo usará escola de Cubatão, eleita a ‘melhor do mundo’, como modelo para outras 100 unidades

O anúncio oficial será feito neste sábado (14), com a presença de Vikas Pota, fundador da T4 Education, organização responsável pelo prêmio

Fundada em 2014, a Escola Estadual Parque dos Sonhos tem como propósito atender famílias em situação de vulnerabilidade, retiradas de uma área de risco de Cubatão

Fundada em 2014, a Escola Estadual Parque dos Sonhos tem como propósito atender famílias em situação de vulnerabilidade, retiradas de uma área de risco de Cubatão | Júlia Macedo/DL

Cerca de seis meses depois de ser eleita a melhor escola do mundo de 2025 pelo World’s Best School Prize, a Escola Estadual Parque dos Sonhos, localizada em Cubatão, servirá como modelo de ensino para 100 novas escolas no estado de São Paulo.

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Baseado no modelo de ensino da Parque dos Sonhos, o projeto será conduzido pela gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O anúncio oficial será feito neste sábado (14), com a presença de Vikas Pota, fundador da T4 Education, organização responsável pelo prêmio.

Mudanças

Fundada em 2014, a unidade tem como propósito atender famílias em situação de vulnerabilidade, retiradas de uma área de risco de Cubatão. Entretanto, durante um período, o local sofria com problemas de vandalismo, furtos e invasões.

Em uma entrevista anterior ao Diário do Litoral, no último mês de outubro, o diretor Régis Marques Ribeiro relembrou como o cenário da escola mudou depois de ele ter assumido a direção da unidade, em 2021.

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“Tudo começou quando decidimos olhar para o estudante de forma integral. Aqui, cada aluno é chamado pelo nome. Quando o aluno se sente reconhecido, ele muda a forma de ver a escola — e a escola muda com ele.”

Para que tudo isso pudesse ser aplicado, foi necessário criar um projeto inspirado em um modelo cubano de educação, o qual exigiu visitas dos educadores às famílias dos alunos em suas casas.

Nele, a escola identifica os estudantes com problemas de frequência, aprendizado ou indisciplina e marca encontros com os responsáveis aos finais de semana. Essa aplicação foi crucial para a melhora do ambiente escolar.

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Desde então, a metodologia adotada na escola segue princípios humanistas e de não violência, priorizando atividades extracurriculares que incentivam a conexão dos estudantes, como patinação artística, vôlei, capoeira, badminton, karatê, modelagem, teatro e dança.

Hoje, a escola conta com 592 alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental e, desde 2021, não houve mais registros de vandalismo.

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Implementação

Segundo a Secretaria da Educação de São Paulo, o modelo será levado para 100 escolas no próximo ano letivo. As unidades estarão localizadas na Capital, na Região Metropolitana de São Paulo, em Campinas, em São José do Rio Preto e em São Vicente.

Entretanto, ainda não foram informados os endereços e nomes das escolas que passarão a implementar o projeto, assim como o valor do investimento.