São Paulo perdeu mais participação na economia em 2013

Ao longo desse período, de 2010 a 2013, a economia brasileira cresceu 9,1%. São Paulo ficou abaixo disso, com crescimento do PIB de 8,3% no acumulado do período

Maior parque industrial do país, São Paulo voltou a perder participação no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro de 2012 para 2013, segundo as Contas Regionais 2013, divulgadas nesta quinta-feira (19) pelo IBGE.

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São Paulo respondia por 32,1% do total de bens e serviços produzidos no país em 2013, 0,3 ponto percentual a menos do que em 2012, com a perda de dinâmica da indústria.
O PIB de São Paulo cresceu 2,9% em 2013, abaixo dos 3% do PIB nacional.

Naquele ano, o governo federal ainda promovia rodadas de incentivos para as indústrias, com alíquotas reduzidas de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis, produtos da linha branca e móveis.

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O desempenho do PIB de São Paulo foi superior, no entanto, ao dos demais Estados da região Sudeste em 2013, como o Rio de Janeiro (1,2%), Minas Gerais (0,4%) e Espírito Santo (0,1%).

De lá para cá muito mudou na economia. Com as contas pressionadas, o governo retirou incentivos. O governo cortou ainda custos e elevou juros para controlar o avanço dos preços. A economia brasileira está em recessão.

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Num período mais longo, de quatro anos, São Paulo deixou de contribuir com 1,2 ponto percentual do PIB do país. Em 2010, a participação do estado esta de 33,3%. O motivo foi sobretudo a perda de dinâmica do setor industrial nos últimos anos.

Ao longo desse período, de 2010 a 2013, a economia brasileira cresceu 9,1%. São Paulo ficou abaixo disso, com crescimento do PIB de 8,3% no acumulado do período.

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Liderança

Apesar da perda de espaço, São Paulo permanecia em 2013 em primeiro lugar no ranking do PIB por unidades da federação. O PIB do Estado somava R$ 1,71 trilhão em 2013, o que representa um terço do PIB nacional.

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O Estado do Rio de Janeiro perdeu 0,1 ponto percentual de participação no PIB de 2012 para 2013, passando a responder por 11,8% do total de bens e serviços produzidos no país naquele ano, segundo o IBGE.

Num período de cinco anos, a economia do Rio teve o pior desempenho do país, com crescimento de 5,7%, bem abaixo da média nacional de 9,1%.

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Com isso, o PIB do Rio de Janeiro somou R$ 626,3 bilhões em 2013. Isso faz do Estado a segunda maior economia do país, seguido por Minas Gerais (R$ 486,9 bilhões), que responde por 9,2% do PIB brasileiro.

A economia do estado do Paraná superou em 2013 a do Rio Grande do Sul pela primeira vez na série histórica iniciada em 1995. O PIB do Paraná somou R$ 332,8 bilhões, acima dos 331 bilhões do Rio Grande do Sul.

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Regiões

Em 2013, cinco Estados -São Paulo, Rio, Minas, Rio Grande do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul- ainda concentravam 65,6% do PIB, o que demonstra a concentração existente em parte das unidades da federação.

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A região Sudeste respondia sozinha por 55,3% do PIB brasileiro naquele ano. Isso significa uma ligeira perda de participação frente ao anterior, quando equivalia a 55,9%, segundo os dados divulgados pelo IBGE.

A região Sul foi a que mais aumentou sua participação no PIB, de 15,9% para 16,5%. Outras mudanças de participação na passagem dos dois anos ocorreram nas regiões Norte (de 5,4% para 5,5%) e Centro-Oeste (de 9,2% para 9,1%).

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Essa concentração se reduziu lentamente em uma década. Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste vinham ganhando participação no PIB na medida em que os serviços ganhavam mais importância na economia, ocupando o lugar da indústria.

Nordeste ficou com sua participação estável de 2012 para 2013, em 13,6%.