Santos tem mais mortes do que nascimentos em 2021

O número de óbitos que as cidades contabilizariam naturalmente a cada ano acabaram se somando aos casos de Covid-19

Dados reunidos no Portal de Transparência do Registro Civil apontam que ao menos cinco municípios da Baixada Santista registram mais óbitos do que nascimentos durante os primeiros meses de 2021, no auge dos efeitos da pandemia de Covid-19 em todo o Brasil.

Continua após a publicidade

As estatísticas do portal, que se trata de um site governamental de livre acesso, desenvolvido para disponibilizar ao cidadão informações e dados estatísticos sobre nascimentos, casamentos, óbitos, e outros conteúdos relacionados, aponta que Santos teve a maior diferença entre os registros de bebês em relação a mortes.

O número de óbitos que as cidades contabilizariam naturalmente a cada ano acabaram se somando aos casos de Covid-19. Além disso, a pandemia colocou uma pausa no planejamento de muitos casais, que preferiram adiar uma eventual gravidez até que a doença seja controlada, uma vez que as gestantes são consideradas parte do grupo de risco.

Continua após a publicidade

Para se colocar tudo em efeito de comparação, o Diário do Litoral reuniu os números de todos os municípios da Baixada Santista entre os anos de 2019, quando não havia Covid-19 em território nacional, 2020, quando o País foi atingido pela patologia logo após o fim do primeiro trimestre e os primeiros meses de 2021, auge das mortes pelo coronavírus até o momento.

Todos os números abaixo são aqueles que estavam disponíveis na plataforma no momento do fechamento desta matéria. Ao todo, Santos, São Vicente, Praia Grande, Peruíbe e Mongaguá tiveram mais registros de óbitos do que de nascimentos em 2021, tendo São Vicente, inclusive, já vindo de um número preocupante, com mais mortes, em 2020.

Continua após a publicidade

Guarujá, Cubatão, Itanhaém e Bertioga, tiveram mais registros de nascimentos em 2020 e em 2021.

Em Santos, foram registrados 8.657 nascimentos e 4.756 mortes em 2019, ano típico e sem qualquer tipo de doença em escala global. Estes dados ficaram mais ‘próximos’ em 2020, quando a maior cidade da Região teve 6.712 nascimentos contra 5.523 mortes. Nestes primeiros meses de 2021, entretanto, a situação se inverteu e o município viu o número de bebês registrados chegar a 1.928 enquanto as mortes foram a 2.177, uma diferença de 249.

Continua após a publicidade

A vizinha São Vicente, porém, já vivia uma situação mais complicada um ano antes. Em 2019, a primeira vila do Brasil teve 2.439 registros de novos cidadãos, enquanto os óbitos eram 2.344. Com a chegada da pandemia, em 2020, os nascimentos foram 2.802, contra 2.862 mortes, 60 a mais. Até o momento, neste ano de 2021, já foram cadastrados no Portal da Transparência 1.077 bebês, contra 1.167 mortos.

Município em expansão, Praia Grande também registrou mais mortes do que nascimentos desde 1º de janeiro, mas com diferença pequena nos números. Em 2019, foram 2.687 bebês registrados e 2.456 mortes atestadas dentro da cidade. Em 2020, o município apontou crescimento expressivo, com 3.414 novos munícipes e 2.716 perdas. Neste ano, são, até o momento, 1.211 cadastros de nascimentos contra 1.219 óbitos.

Continua após a publicidade

Peruíbe presenciou 732 nascimentos em 2019 e 508 óbitos no mesmo ano. Em 2020, esse número ficou, respectivamente, em 861 e 605. Já em 2021, foram 304 óbitos registrados contra 302 nascimentos. Última cidade com índices ruins, Mongaguá teve um cenário incomum em 2019, quando foram 488 registros de nascimento, contra 502 de óbitos. Em 2020 foram 620 bebês para 558 mortes e em 2021 esse número voltou a preocupar com 225 nascimentos registrados contra 243 óbitos que se tiveram notícia.

As outras quatro cidades registraram mais nascimentos do que óbitos, mas nunca com diferença maior do que 100 entre ambos os dados. Em contrapartida, Bertioga, dona dos melhores índices de isolamento social desde o começo de 2020, registrou balanço de crescimento muito acima de seus vizinhos: Foram 956 nascimentos e 456 óbitos em 2020 e 353 bebês registrados contra 188 óbitos até o fim de abril de 2021.

Continua após a publicidade

Todas as estatísticas apontadas nesta matéria podem ser conferidas por meio do link https://transparencia.registrocivil.org.br/inicio na aba de ‘Registros’.