Santos tem histórico de exploração de crianças

Reportagem detectou casos no Centro, no Caruara e no Embaré; uma menina morreu em consequência da exploração sexual.

No auge do movimento iniciado para combater a exploração, uma menina de 13 anos faleceu ano passado no Complexo Hospitalar dos Estivadores após enforcamento com uso de um lençol no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas Infanto-Juvenil (Caps)) da Prefeitura de Santos. Ela possuía histórico de exploração sexual, era usuária de drogas e vinha sendo acompanhada pelo Centro de Referência Psicossocial do Adolescente (Tô Ligado).

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Em janeiro deste ano, o Diário publicou reportagem dando conta de uma investigação da Polícia de Santos de outros casos de exploração sexual infanto-juvenil no Caruara e no Embaré. O primeiro envolvia uma estudante de apenas 13 anos. Ela estava sendo aliciada por outra, da mesma idade, que também era vítima dos criminosos, que usavam uma mansão, no bairro da Enseada, em Guarujá. As duas eram estudantes da Unidade Municipal de Ensino (UME) Judoca Ricardo Sampaio Cardoso, na Avenida Xavante, 70.

A delegada Fernanda dos Santos Sousa, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos, esteve à frente das investigações. O caso, que também foi enviado à Promotoria da Infância e Adolescência de Santos e chegou ao Conselho Tutelar da Zona Central por intermédio de uma professora que teve acesso ao diálogo entre as meninas no WhatsApp.

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NO EMBARÉ

A Reportagem também obteve o relato por escrito de casos envolvendo quatro adolescentes que estariam sendo exploradas sexualmente, agredidas – física e psicologicamente – e negligenciadas por uma homem e por uma mulher num imóvel onde funcionaria uma casa de prostituição clandestina no Embaré.

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Durante as agressões, o homem chamava as meninas de vagabundas, sujas, porcas, que elas não prestariam para nada, nem para prostituição. O explorador, que residiria num apartamento na Praça Coronel Fernando Prestes, também falava que as meninas deviam trabalhar para ele porque foram trazidas do Interior. O casal também impedia que, a partir da uma hora da madrugada, as menores saíssem da casa usada para a prostituição.

Em 2017, policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) fecharam uma casa que estava em funcionamento na Avenida Coronel Joaquim Montenegro (Canal 6), no Estuário, após denúncia do Diário do Litoral.