Cotidiano

Santos sem as muretas? UNIFESP coloca Ponta da Praia como o 'marco zero' do avanço do mar

O mar está avançando e o estudo da universidade aponta o bairro da Ponta da Praia, um dos mais nobres da cidade, como a área mais crítica de Santos; entenda por que as muretas correm perigo

Jeferson Marques

Publicado em 11/03/2026 às 13:07

Atualizado em 11/03/2026 às 15:45

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Fotos de ressaca na Ponta da Praia, em Santos / Nair Bueno - Diário do Litoral
Fotos de ressaca na Ponta da Praia, em Santos / Nair Bueno - Diário do Litoral
Nair Bueno - Diário do Litoral
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Ressaca em Santos: Ondas batem com força em muretas na Ponta da Praia / Nair Bueno/Diário do Litoral

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Se você caminha pela orla de Santos, já percebeu: as famosas muretas estão 'apanhando' cada vez mais forte das ondas. Mas o que parece ser apenas uma "ressaca brava" é, na verdade, um sinal de alerta científico grave.

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Um estudo contínuo da UNIFESP em parceria com a Prefeitura de Santos, atualizado no Plano de Ação Climática (PACS) de outubro de 2025, aponta que a Ponta da Praia é o ponto mais vulnerável de todo o litoral paulista.

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Por que a Ponta da Praia é o "alvo"?

O estudo, liderado por pesquisadores como a Profa. Luciana Paes (UNIFESP) e com dados do Instituto Geológico (SIMA), explica que o bairro sofre com uma "tempestade perfeita":

  1. Erosão Acelerada: A faixa de areia ali praticamente desapareceu em vários trechos, deixando o concreto das muretas exposto à força direta do mar.
  2. Dragagem e Correntes: A proximidade com o canal do Porto de Santos altera a dinâmica das correntes, facilitando a retirada de areia e dificultando a reposição natural.
  3. O Nível Subiu: Dados de 2026 do monitoramento costeiro mostram que o nível médio do mar em Santos subiu 20 cm nas últimas décadas — o que parece pouco, mas é o suficiente para transformar qualquer ressaca em um pesadelo urbano.

O que está sendo feito (e o que falhou)?

Você deve se lembrar dos "geobags" (aqueles sacos de areia gigantes) instalados em 2018. Segundo relatórios da Secretaria de Meio Ambiente de Santos publicados no início de 2026:

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Eles ajudaram a segurar a força das ondas, mas são apenas um "curativo".

A nova aposta agora são as Soluções Baseadas na Natureza (SBN), que tentam recriar barreiras naturais e recifes artificiais para quebrar a força da água antes que ela chegue à avenida.

O veredito da ciência

As projeções mais recentes do Climate Central (2025/2026) colocam áreas da Ponta da Praia e da Zona Noroeste sob risco de inundações permanentes até 2050 se nada for feito agora. O "cartão postal" de Santos está em uma corrida contra o relógio.

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