Cotidiano
O mar está avançando e o estudo da universidade aponta o bairro da Ponta da Praia, um dos mais nobres da cidade, como a área mais crÃtica de Santos; entenda por que as muretas correm perigo
Ressaca em Santos: Ondas batem com força em muretas na Ponta da Praia / Nair Bueno/Diário do Litoral
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Se você caminha pela orla de Santos, já percebeu: as famosas muretas estão 'apanhando' cada vez mais forte das ondas. Mas o que parece ser apenas uma "ressaca brava" é, na verdade, um sinal de alerta cientÃfico grave.
Um estudo contÃnuo da UNIFESP em parceria com a Prefeitura de Santos, atualizado no Plano de Ação Climática (PACS) de outubro de 2025, aponta que a Ponta da Praia é o ponto mais vulnerável de todo o litoral paulista.
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O estudo, liderado por pesquisadores como a Profa. Luciana Paes (UNIFESP) e com dados do Instituto Geológico (SIMA), explica que o bairro sofre com uma "tempestade perfeita":
Você deve se lembrar dos "geobags" (aqueles sacos de areia gigantes) instalados em 2018. Segundo relatórios da Secretaria de Meio Ambiente de Santos publicados no inÃcio de 2026:
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Eles ajudaram a segurar a força das ondas, mas são apenas um "curativo".
A nova aposta agora são as Soluções Baseadas na Natureza (SBN), que tentam recriar barreiras naturais e recifes artificiais para quebrar a força da água antes que ela chegue à avenida.
As projeções mais recentes do Climate Central (2025/2026) colocam áreas da Ponta da Praia e da Zona Noroeste sob risco de inundações permanentes até 2050 se nada for feito agora. O "cartão postal" de Santos está em uma corrida contra o relógio.
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