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Santos: maior número de 'gatos' de energia em 2019

Em segundo lugar ficou São Vicente com 2.167 irregularidades e, na sequência, Guarujá, com 1.548

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28 JAN 2020Por Da Reportagem17h00
Fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal com penas que podem chegar a até quatro anos de prisãoFoto: Rodrigo Montaldi/Arquivo DL

A CPFL encontrou cerca de 9,2 mil irregularidades (fraudes e furtos de energia elétrica) no ano passado na Baixada Santista. Entre as cinco maiores cidades da região, Santos foi a que registrou o maior número de fraudes, alcançando a marca de 2.968 ocorrências em 2019. Em segundo lugar ficou São Vicente com 2.167 irregularidades e, na sequência, Guarujá, com 1.548; Praia Grande com 1.446 e Cubatão com 1.099.

Nas ações para coibir os delitos, a empresa conseguiu recuperar quase 46,5 mil megawatts-hora (MWh) com a regularização de ligações feitas de forma ilegal, o suficiente para abastecer 25,8 mil residências durante um ano.

Para a identificação das infrações, a companhia realizou 95,1 mil inspeções no sistema. Além disso, o grupo faz regularmente a blindagem de rede e, quando encontra indícios de fraude, passa a organizar medições periódicas de padrões de consumo do local flagrado, de forma a evitar a reincidência de furtos.

Em toda sua área de atuação que inclui, além da Baixada Santista, 27 cidades do interior de São Paulo, foram executadas mais de 164,4 mil inspeções em 2019. Durante as operações, foram encontradas 15,3 mil ocorrências de fraudes e furtos, das quais foi possível recuperar 86,7 mil MWh de energia. O volume é equivalente ao consumo de um município com 48 mil consumidores residenciais.

"A CPFL Piratininga contou com a ajuda dos órgãos públicos e autoridades policiais para identificar e coibir as práticas criminosas. Com tecnologias mais inteligentes, a empresa também tem trabalhado para aumentar a eficiência do seu trabalho de combate às irregularidades", afirma Carlos Zamboni Neto, presidente da distribuidora.

CRIMES E FRAUDES

Fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal com penas que podem chegar a até quatro anos de prisão. Além disso, a pessoa que for flagrada cometendo a irregularidade terá cobrados os valores retroativos referentes ao período em que deixou de pagar pelo fornecimento.

Clientes podem contribuir para o combate às irregularidades por meio dos canais disponibilizados pela concessionárias.

O auxílio dos moradores tem sido fundamental para coibir o crime nas regiões. Para se ter uma ideia, as distribuidoras da CPFL Energia receberam, em 2019, mais de 96 mil contatos de consumidores relatando alguma irregularidade na rede, sendo que uma denúncia em cada quatro acaba sendo confirmada pela companhia em suas inspeções. Na CPFL, ao longo do ano foram realizadas ações de investigação, que geraram 235 prisões durante operativos policiais de combate ao furto de energia. Assim, foi possível recuperar energia furtada suficiente para abastecer 20 mil casas no período de um ano.