Santos: limpeza deve ajudar no escoamento de água

Serviço foi realizado pela concessionária do SAI, Ecovias, a pedido da Prefeitura. A maior parte do volume dragado é composta por garrafas PET, sacolas plásticas e restos de móveis

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16 FEV 201511h10

A retirada de 32 caminhões carregados de lixo, lama e resíduos sólidos foi o saldo inicial da  limpeza de valas de drenagem na entrada da Cidade, às margens da Rodovia Anchieta.  Por solicitação da Prefeitura, o serviço foi realizado nos últimos dias pela Ecovias, em área administrada pela concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes.

Neste final de semana,  a concessionária iniciou o desassoreamento de três tubulações existentes entre a Rua Boris Kaufman e a intersecção entre a Marginal e o Rio Furado, na Vila Alemoa, no Bairro Chico de Paula.  Essas tubulações são os principais meios de condução de águas pluviais da Avenida Nossa Senhora de Fátima e a Rua Ana Santos. Em razão da complexidade técnica do serviço,  uma nova intervenção será programada pela Ecovias, com a execução feita por meio de uma empresa especializada.

Os serviços são monitorados pela Subprefeitura da Zona Noroeste, que montou um grupo exclusivo de mão-de-obra para retirada de lixo jogado nas valas que cortam a Vila Alemoa. Os resíduos acumulados reduzem o leito da rede de drenagem e entopem as tubulações, contribuindo para os riscos de alagamentos das vias com as fortes chuvas, principalmente em dias de maré alta.   

“Após a conclusão desse trabalho, acreditamos que haverá uma melhora significativa no tempo de escoamento da água na entrada da Cidade, algo em torno de 50%. Porém, o fim das enchentes dependerá da conclusão de todas as etapas das obras de macrodrenagem do programa Santos Novos em Tempos, que tem prazo de 5 anos para a sua conclusão”, explicou o subprefeito da Zona Noroeste, engenheiro Acácio Egas.  

35 toneladas de lixo

Na última sexta-feira, dia 13, a Prefeitura retirou, em apenas oito horas de trabalho, 35 toneladas de resíduos do canal que fica em São Vicente, na divisa com a Zona Noroeste, no Bairro Castelo. A maior parte do volume dragado é composta por garrafas PET, sacolas plásticas, restos de móveis, animais mortos e entulho de construção.  O lixo é procedente do descarte irregular feito por moradores do Castelo e Rádio Clube, em Santos, e do Dique Sambaiatuba, em São Vicente.

Todo esse lixo, inevitavelmente, acaba parando no Rio dos Bugres, que marca a divisa dos municípios e faz ligação com o Mar Pequeno, no lado vicentino da Ilha. Quando chove, o excesso de lixo acumulado dificulta a passagem da água da chuva. Por conseqüência, ruas da Zona Noroeste e São Vicente ficam rapidamente alagadas, agravando ainda mais os transtornos dos que vivem na região.        

Operação resultou na retirada de 32 caminhões lotados de lixo, lama e resíduos sólidos (Foto: Divulgação)

O material removido foi transportado até uma área de transbordo para secagem antes de ser levado ao aterro sanitário localizado na Área Continental de Santos. “É um trabalho incansável. Limpamos hoje e poucos dias depois já tem lixo novamente boiando nos canais e rios. Dobramos a equipe de limpeza e colocamos maquinários pesados para agilizar o serviço. Só que os moradores também precisam colaborar, jogando o lixo nas lixeiras e contentores distribuídos por toda a região”, apelou o subprefeito.   

Resíduos retirados dos canais crescem mais de 1000% em dois anos

A quantidade de resíduos sólidos removidos dos canais de Santos cresceu 1.059,8%, em apenas dois anos. De acordo com levantamento feito pela Secretaria de Serviços Públicos de Santos, 1.015 toneladas de detritos foram retiradas em serviço de desassoreamento de canais, em 2012. Já em 2014, o total passou para 11.772 toneladas, ou seja, um volume 10 vezes maior.

O aumento é decorrência do uso de retroescavadeiras e a ampliação do efetivo da equipe de limpeza pela Prefeitura. Antes, o serviço era feito manualmente por funcionários com a utilização de pás e enxadas.  A maior parte dos sedimentos é formada por lama e lodo, mas há também muito lixo e entulho jogados por moradores ou levados pela água das chuvas por estarem em locais inadequados ou colocados nas calçadas fora do horário regular da coleta de lixo.

No mesmo período foi registrado crescimento de 45,8% no serviço de remoção de resíduos de galerias, ramais e canaletas. Em 2012, a Prefeitura limpou de 119.863 metros contra 174.766 metros em 2014. Houve ainda aumento de 26,55% no número de bocas de lobo, poços de visita, caixas de areia na praia e sopé de morro que receberam serviços de limpeza: de 16.816 para 21.282 unidades, nos últimos dois anos.

Conscientização

No dia 24 de fevereiro, a Prefeitura vai lançar uma grande campanha de conscientização ambiental sobre os riscos que envolvem o descarte irregular do lixo e as opões para o uso de resíduos reciclados como meio alternativo de geração de renda. As ações fazem parte do programa Cidade Sem Lixo, criado em 2014 a partir da aprovação de lei municipal que prevê aplicação de multa para quem jogar lixo nas ruas.

Sob a coordenação da Secretaria de Comunicação e Resultados, a campanha é desenvolvida em conjunto com as secretarias municipais do Meio Ambiente, Educação, Saúde, Cultura, Assistência Social, Serviços Públicos, Infraestrutura e Edificações, Finanças, Ouvidoria e Gabinete do Prefeito.

Para os dias 27 e 28 de fevereiro e 1º de março estão previstas intervenções educativas e artísticas em vários pontos da Cidade. O objetivo é chamar atenção sobre o assunto e ampliar a participação da sociedade nas ações ambientais.