Cotidiano

Santos integra roteiro histórico-cultural Caminhos da Independência

A importância de Santos no cenário nacional e a participação decisiva de José Bonifácio de Andada e Silva e de seus irmãos para a Independência do Brasil, em 1822, foram ressaltadas neste domingo (4)

Da Reportagem

Publicado em 04/09/2022 às 16:05

Atualizado em 04/09/2022 às 19:23

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Grupo de visitantes reunido no pátio do Outeiro, onde ocorre exposição sobre personalidades da Independência / Divulgação/PMS

A importância de Santos no cenário nacional e a participação decisiva de José Bonifácio de Andada e Silva e de seus irmãos para a Independência do Brasil, em 1822, foram ressaltadas neste domingo (4), em mais uma etapa do Percorrido Histórico-Cultural Caminhos da Independência, que reuniu cerca de 100 participantes em visita a equipamentos do patrimônio local.

Procedentes do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília, São Paulo, Portugal, Uruguai e Paraguai, os visitantes chegaram na sexta-feira (2) ao Vale do Paraíba, iniciando o roteiro de cinco dias à região, que percorreu os caminhos do príncipe regente dom Pedro, na viagem que culminou com o Grito de Independência do Brasil. O grupo esteve também em São Vicente e neste domingo seguiu para conhecer a Calçada de Lorena, em Cubatão, considerada a maior obra de engenharia civil da época, antes de chegar à Capital para diferentes atividades.

Eles participam também do Seminário Internacional Comemorativo e da Maratona Cultural Dom Pedro de Alcântara, que, assim como o percorrido histórico-cultural, marcam a passagem dos 200 anos da Independência. A extensa programação elaborada pelo Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (Ighmb), no âmbito do Projeto 2022 – Brasil 200 Anos da Independência, foi aberta em março com palestra e prossegue até novembro, com a realização do 31º Colóquio de História Militar.

VISITA

Coube ao Zé Corneteiro, personagem criado pelo monitor Miguel Escandon, recepcionar o grupo na Casa do Trem Bélico, junto à vice-prefeita de Santos, Renata Bravo, o presidente da Fundação Arquivo e Memória de Santos, Luiz Guimarães, e a coordenadora de Museus e Galerias da Secretaria de Cultura, Maria Inês Rangel. O personagem alertou os visitantes de que iriam “pisar em solo sagrago de nossa história”.

A vice-prefeita agradeceu a passagem da comitiva por Santos e ressaltou o empenho da Administração em preservar a história local. “Conseguimos restaurar a Casa do Trem Bélico durante a pandemia e no dia 7 vamos inaugurar o Memorial José Bonifácio”, comentou, ressaltando que “o gestor público tem obrigação de preservar a história”.

Considerada a maior obra de engenharia militar do Estado de São Paulo, a Casa do Trem Bélico é a única edificação colonial-militar do gênero no País, com as características setecentistas portuguesas originais e o mais antigo prédio público da Cidade. Construída entre 1640 e 1656 para abrigar equipamentos de proteção da então Vila de Santos, o prédio recebeu a visita de José Bonifácio e de Dom Pedro I, às 16h do dia 5 de setembro de 1922, de acordo com registros históricos.

Na sequência, o grupo de visitantes se dirigiu ao Outeiro de Santa Catarina, marco da fundação do povoado de Santos, e depois ao Museu do Café e à orla para conhecer o local do antigo Forte Augusto (hoje Museu de Pesca), a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande e a perimetral do Porto de Santos. A visita se estendeu à Fortaleza de Itaipu e à Calçada de Lorena, antes da ida para São Paulo.

PROGRAMAÇÃO

De acordo com o general de brigada Marcio Bettega Bergo, o projeto para a programação comemorativa dos 200 anos da Independência, elaborada pelo Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, começou há um ano e possui quatro eixos: parte acadêmica, com palestras e lançamento de publicações e livros; cultura, com a realização do Seminário Internacional e salão de artes pela internet; apresentações envolvendo entidades sociais, e roteiro histórico-cultural pelos caminhos trilhados por dom Pedro em Minas Gerais e São Paulo, entre 28 de junho e 6 de setembro. “Estamos respirando história”, comentou.

A programação comemorativa recebeu o apoio do Clube Militar, Departamento de Cultura do Exército, Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, entre outras instituições.

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