X
Cotidiano

Santos-Guarujá: Pregão do túnel é paralisado

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) investiga denúncias de empresas

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) determinou, na última sextafeira, a paralisação imediata da licitação da obra do túnel submerso Santos-Guarujá. A decisão do órgão foi baseada nas suspeitas de irregularidades apontadas por empresas que se dizem prejudicadas no processo licitatório. A abertura das propostas dos consórcios pré-qualificados para executar a obra estava prevista para amanhã. O valor estimado de contrato é de R$ 2 bilhões.

Na decisão, o conselheiro Dimas Eduardo Ramalho justifica que a medida liminar de paralização da concorrência é necessária para ‘afastar possíveis impropriedades’ trazidas pelas representantes (empresas). Ele determina que a Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), estatal responsável pela obra do submerso, envie no prazo de cinco dias ao TCE cópia integral do Edital e dos seus Anexos, bem como as alegações e esclarecimentos sobre o tema.

O descumprimento da determinação do TCE acarretará a Dersa multa de até 2 mil UFESPs – algo em torno de R$ 43 mil.

Entre as irregularidades apontadas pelas empresas Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Ferrovial Agroman e Carioca Christiani-Nielsen Engenharia estão diversas falhas na licitação, o que inviabilizavam a elaboração de propostas, e o curto prazo estabelecido pela Dersa para apresentá-las.

A Camargo Corrêa, a Ferrovial Agroman e a Nielsen Engenharia alegam ainda que só foram pré-qualificadas para a concorrência porque entraram com um Mandado de Segurança.

Projeto prevê a ligação entre Santos e Guarujá por meio de túnel submerso; previsão de entrega é para 2018 (Foto: Divulgação)

Consórcios

Os consórcios pré-qualificados para obra são mistos, compostos por empresas brasileiras e estrangeiras. O consórcio Túnel Santos Guarujá é formado pelas nacionais Reprodução Matheus Tagé/DL Pregão do túnel é paralisado O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) investiga denúncias de empresas santos-guarujá Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão e a holandesa Strukton. O ISG é composto pelas brasileiras Andrade Gutierrez e CR Almeida e a coreana Daewoo. O Nova Travessia conta com a junção das nacionais Constran e Piacentini Tecenge e a italiana Mantovani. Já o Sigma é formado pelas italianas Salini Impregilo e Grandi Lavori e a nacional J.Malucelli.

Das 13 empresas que compõem os consórcios, três — OAS, Odebrecht e Queiróz Galvão — são investigadas pela Operação Lava Jato da Polícia Federal.

O presidente da Dersa, Laurence Casagrande, comentou a participação, no processo licitatório, das empresas investigadas. “Todos os consórcios são mistos. A questão da Operação Lava Jato, quem está envolvido no processo é que deve estar preocupado. Da nossa parte, tomamos todo cuidado de termos empresas que comprovem qualificação técnica e financeira para fazer a obra.

No final de dezembro, em visita a Santos, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) falou da expectativa do início das obras do túnel. “É uma obra aguardada há pelo menos 70 anos. Quatro consórcios foram pré-qualificados e estamos lançando o edital de obra. Vence o menor preço. Abrimos as propostas no dia 2 de fevereiro e em março devemos assinar o contrato. A partir daí são 44 meses para a obra ficar pronta”, disse Alckmin.
 

Deixe a sua opinião

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Dois PMs morrem com suspeita de febre maculosa durante curso

Vítimas eram instrutores da COPC, que teve uma fase de curso em área de mata. Casos seguem em análise pela Fiocruz

Se já estava ruim, vai piorar! Petrobras anuncia novo aumento nas refinarias

Reajuste passa a valer nesta terça-feira (26) para gasolina e diesel

©2021 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software