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Cotidiano

Santos é a cidade mais verticalizada do Brasil, aponta pesquisa

Segundo levantamento, 63% da cidade é verticalizada

Caroline Souza

Publicado em 21/09/2018 às 08:00

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Santos lidera a lista de cidades mais verticalizadas do Brasil / Paolo Perillo/DL

Santos lidera a lista de cidades mais verticalizadas do Brasil. É o que revelou uma pesquisa inédita realizada pelo ZAP Imóveis, que detalhou os dados do último Censo realizado pelo IBGE e criou o ranking.

De acordo com o levantamento, 63% da cidade de Santos é verticalizada. Para chegar ao resultado, o grupo ZAP dividiu o número de prédios pelo número de ­casas.

O levantamento segue com Balneário Camboriú (SC), com 57%, Porto Alegre (RS), com 47%, Vitória (ES), com 43% e Niterói (RJ), com 42%.

De acordo com o economista do Grupo ZAP, Sérgio Castelani, esses dados demonstram que o mercado de imóveis em Santos teve investimentos importantes nas últimas décadas. “A alta taxa de verticalização demonstra que os incorporadores vêm investindo na cidade”, analisa.

Para o especialista, o cenário também é positivo para quem procura por um apartamento. “Para quem compra, o mercado apresenta uma oferta grande que ajuda nos preços e modelos de imóveis. Isso é importante, pois torna o mercado mais competitivo”, expõe.

Ainda no top dez, aparecem empatadas com 38%, a cidade paulista São Caetano do Sul, a capital carioca Rio de Janeiro e a catarinense Florianópolis; seguidas da mineira Viçosa (36%) e da catarinense São José (34%). Com isso, observamos que os destaques se concentram nas regiões sudeste e sul do País.

“Isso ressalta a importância econômica dessas regiões para o mercado imobiliário”, detalha Castelani.

Além disso, as cidades litorâneas lideram o ranking. “Os dados indicam que esses municípios também são muito atrativos para o mercado de apartamentos”, ressalta.

Mais de 90 mil apartamentos

A pesquisa também analisou as cidades com mais domicílios tipo apartamento. Nesse quesito, Santos é a única cidade “não capital” que aparece entre as dez primeiras posições, com 91 mil unidades.

São Paulo ficou na liderança, rompendo a barreira de um milhão de apartamentos. Na sequência estão Rio de Janeiro (806 mil), Belo Horizonte (251 mil), Porto Alegre (237 mil), Salvador (204 mil), Brasília (198 mil), Curitiba (152 mil), Fortaleza (126 mil), Recife (124 mil) e Santos (91 mil).

“A importância econômica dessas cidades reflete os altos investimentos realizados em moradia e, consequentemente, a elevada quantidade absoluta de apartamentos”, finaliza o economista.

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