A medida tem como principal objetivo evitar que pessoas condenadas por esse tipo de crime atuem em locais com grande presença de menores / Freepik
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O município de Santos passou a contar com uma nova legislação que endurece as regras para contratação no serviço público. Sancionada pelo prefeito Rogério Santos, a lei proíbe a nomeação de pessoas condenadas por crimes sexuais contra crianças e adolescentes, ampliando a proteção no ambiente institucional.
A nova lei municipal entrou em vigor nesta quinta-feira (9) e vale para toda a administração direta e indireta. A proposta é de autoria do vereador Rafael Pasquarelli e foi aprovada pela Câmara após duas discussões.
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Em novembro do ano passado, a cidade de Praia Grande também aprovou uma lei que proíbe a nomeação de pessoas condenadas por crimes sexuais contra crianças e adolescentes para cargos públicos municipais.
O texto determina que pessoas com condenação definitiva por crimes sexuais não poderão assumir cargos públicos no município.
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Entre os crimes que impedem a contratação estão:
A legislação também inclui crimes previstos no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A lei envia um recado claro de intolerância a crimes contra crianças e adolescentesA medida tem como principal objetivo evitar que pessoas condenadas por esse tipo de crime atuem em locais com grande presença de menores, como:
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Segundo o autor do projeto, a lei envia um recado claro de intolerância a crimes contra crianças e adolescentes.
“Não há espaço para a impunidade quando se trata da violação dos direitos dos menores”, justificou o vereador na proposta.
A medida tem como principal objetivo evitar que pessoas condenadas por esse tipo de crime atuem em locais com grande presença de menoresApesar da aprovação, parte do texto original foi vetada pelo Executivo. A proposta previa:
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Esses pontos foram barrados por ultrapassarem a competência do município, já que regras sobre punição e seus prazos são atribuições da União.
Mesmo com os vetos, a essência da lei foi mantida: a restrição permanece válida para condenações definitivas.
A Prefeitura informou que a regulamentação ainda será detalhada, mas a aplicação deve incluir:
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A medida também deve seguir as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), limitando o uso das informações apenas para a finalidade legal.
A administração municipal destacou que a nova lei fortalece os critérios de ingresso no serviço público e amplia a segurança institucional.
A iniciativa acompanha uma tendência nacional de endurecimento nas regras de contratação para funções que envolvem contato com crianças e adolescentes, diante do aumento das denúncias de violência sexual infantil no país.
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Especialistas apontam que ações preventivas como essa são fundamentais para evitar riscos dentro da estrutura pública, além de reforçar a confiança da população nos serviços oferecidos.
A expectativa é que a regulamentação detalhe como será feita a checagem e quais órgãos serão responsáveis pela fiscalização.
A lei também pode inspirar outras cidades da Baixada Santista e do Brasil a adotarem medidas semelhantes, ampliando a rede de proteção à infância.
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Além disso, o tema reacende o debate sobre o equilíbrio entre segurança pública e reintegração social de pessoas já condenadas, discussão que deve ganhar força nos próximos meses.