Santos apura morte após reação à vacina contra febre amarela

A Seção de Vigilância Epidemiológica recebeu a notificação do caso suspeito após a morte da criança, no dia 25 de fevereiro

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16 MAR 2018Por Da Reportagem16h10
Secretaria de Saúde investiga o óbito de um menino de 3 anos após suspeita de reação à vacina contra febre amarelaFoto: Divulgação/PMS

A Secretaria de Saúde de Santos investiga o óbito de um menino de 3 anos, morador da cidade, após suspeita de reação à vacina contra febre amarela. A Seção de Vigilância Epidemiológica (Seviep) recebeu a notificação do caso suspeito após a morte da criança, no dia 25 de fevereiro. A comunicação foi feita pela Policlínica do Gonzaga - unidade onde a criança foi vacinada, no dia 17 de fevereiro - após procura por profissional pediatra a pedido da família do paciente.

A investigação do caso foi iniciada na noite de quinta (15) em contato com familiar do menino. A criança não tinha problemas de saúde crônicos e nem viajou para fora da região. A Secretaria informou o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE), do governo estadual, e o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), do governo federal, para apuração do caso.

A criança deu entrada no Pronto Socorro da Unimed no dia 22, após sintomas de febre, e no mesmo dia foi levada ao Hospital Infantil Gonzaga. Nesta última unidade o quadro clínico evoluiu até internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo transferida no dia seguinte para a UTI da Santa Casa de Santos, onde faleceu no dia 25.

De acordo com o atestado de óbito, a causa da morte foi lesão encefálica anóxica. A possibilidade de uma encefalite (inflamação aguda do cérebro) pós-vacina foi sugerida pela pediatra que acompanhava o paciente na rede particular.De acordo com o Plano Estratégico da Vacinação contra a Febre Amarela, do Ministério da Saúde, qualquer morte súbita ocorrida em até 30 dias após a imunização deve ser investigada como possível evento adverso pós-vacinação (EAPV). Estas ocorrências, segundo estudos científicos, têm probabilidade de ocorrer uma vez a cada 500 mil pessoas vacinadas.