Cotidiano

Saneamento em alta: Baixada Santista melhora posições e atrai bilhões em investimentos

Cidades do Litoral de São Paulo avançam em indicadores nacionais, impulsionadas por investimentos em água e esgoto

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 19/03/2026 às 14:18

Atualizado em 19/03/2026 às 17:48

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Santos aparece na quarta colocação geral e figura entre os poucos municípios que atingiram pontuação máxima em critérios avaliados pelo ranking / Divulgação

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A Baixada Santista voltou a aparecer entre os principais destaques do saneamento básico no país. Dados da 18ª edição do Ranking do Saneamento, divulgado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, mostram que cidades da região avançaram em diferentes indicadores e consolidaram posição entre os municípios mais bem avaliados do Brasil.

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O levantamento considera os 100 municípios mais populosos do país e utiliza como base os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), referentes a 2024. Mesmo refletindo um cenário anterior, os resultados já indicam uma trajetória de crescimento que vem sendo intensificada por novos investimentos.

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Santos entre as melhores do país

Santos aparece na quarta colocação geral e figura entre os poucos municípios que atingiram pontuação máxima em critérios avaliados pelo ranking. Isso significa que a cidade já apresenta níveis considerados universalizados de atendimento, além de baixos índices de perdas nos sistemas.

Santos é a quarta cidade com melhor saneamento básico do Brasil

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A tendência é de ampliação desses resultados. A Sabesp prevê mais de R$ 500 milhões em investimentos no município, incluindo obras voltadas à expansão da rede em áreas ainda não atendidas.

Um dos projetos mais emblemáticos está na Zona Noroeste, com foco no Dique da Vila Gilda, conhecido como a maior favela de palafitas do Brasil.

A iniciativa deve beneficiar cerca de 10 mil moradores com acesso a redes de água e esgoto, alterando uma realidade histórica de vulnerabilidade.

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Praia Grande lidera em investimentos

Praia Grande mantém um desempenho expressivo e repete a liderança nacional no indicador de investimento por habitante. O município registrou R$ 572,87 por pessoa, valor que supera com folga o patamar considerado ideal para a universalização dos serviços.

Esse volume de recursos é reflexo de um conjunto de obras que deve chegar a R$ 1 bilhão até 2029, com foco na ampliação do abastecimento de água e no tratamento de esgoto.

Avanços consistentes em São Vicente e Guarujá

Outras cidades da região também aparecem em trajetória de crescimento. São Vicente subiu nove posições no ranking, impulsionada principalmente pelo aumento nos investimentos e pela expansão do sistema de esgotamento sanitário.

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Já Guarujá avançou quatro colocações, consolidando uma evolução gradual nos indicadores de saneamento.

A previsão é de que os investimentos continuem acelerados nos próximos anos, com mais de R$ 3 bilhões destinados ao município até 2029, enquanto São Vicente deve receber cerca de R$ 420 milhões no mesmo período.

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Investimentos aceleram meta de universalização

Embora o ranking retrate dados de 2024, o cenário atual já aponta para um ciclo mais robusto de investimentos.

Desde a desestatização da Sabesp, em 2024, a companhia prevê aplicar R$ 7,5 bilhões na Baixada Santista até 2029, sendo R$ 2,5 bilhões em abastecimento de água e R$ 5 bilhões em esgotamento sanitário.

O objetivo é antecipar em quatro anos a meta nacional de universalização dos serviços, prevista no Marco Legal do Saneamento Básico para 2033.

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Ranking mede acesso, eficiência e evolução

O estudo do Instituto Trata Brasil avalia três dimensões principais: o nível de atendimento à população, a evolução desses serviços ao longo do tempo e a eficiência das operações.

A combinação desses fatores permite não apenas comparar cidades, mas também monitorar o avanço rumo à universalização do saneamento — um dos principais desafios de infraestrutura do país.

Impacto direto na qualidade de vida

Os avanços registrados no ranking vão além dos números. A ampliação do acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário tem impacto direto na saúde pública, na preservação ambiental e na qualidade de vida da população, especialmente em áreas mais vulneráveis.

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Com os investimentos em curso e os resultados já apresentados, a Baixada Santista se consolida como um dos principais polos de avanço no saneamento brasileiro, sinalizando uma mudança estrutural que tende a ser percebida cada vez mais no cotidiano da população.

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