Cotidiano
Milhares de peixes são mantidos em tanques ou jaulas marinhas com espaço limitado, cenário que favorece a proliferação de doenças e parasitas
O salmão se consolidou como presença frequente na mesa dos brasileiros, especialmente em pratos como sushi, sashimi e versões grelhadas. / Freepik
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O salmão se consolidou como presença frequente na mesa dos brasileiros, especialmente em pratos como sushi, sashimi e versões grelhadas.
A reputação de alimento nutritivo e associado a uma dieta saudável impulsionou o consumo, mas especialistas alertam para um ponto ainda pouco debatido: o salmão de cativeiro pode representar riscos à saúde quando consumido com frequência.
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Ao contrário do salmão selvagem, a maior parte do produto disponível no Brasil é proveniente de sistemas de criação intensiva. Nesses ambientes, milhares de peixes são mantidos em tanques ou jaulas marinhas com espaço limitado, cenário que favorece a proliferação de doenças e parasitas.
Para reduzir esses problemas, a indústria utiliza com frequência antibióticos, pesticidas e outros compostos químicos. Parte dessas substâncias pode se acumular na gordura do peixe e chegar ao consumidor final.
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Pesquisas e órgãos de saúde pública vêm chamando atenção para a qualidade do salmão cultivado em cativeiro. Estudos indicam que esses peixes podem apresentar níveis elevados de parasitas e de contaminantes tóxicos, como dioxinas e PCBs, substâncias associadas a distúrbios hormonais e neurológicos.
Também são apontadas a presença de metais pesados, como mercúrio e arsênio, além de resíduos de antibióticos e pesticidas. O consumo contínuo desses compostos pode contribuir para a resistência bacteriana. Outro aspecto levantado é o uso de corantes artificiais, aplicados para reproduzir a coloração característica do salmão selvagem.
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O risco tende a ser maior quando o peixe é consumido cru já que a ausência de cozimento aumenta a exposição a parasitas e microrganismos.
Apesar dos alertas, o salmão continua sendo uma importante fonte de proteínas e ômega-3. Nutricionistas recomendam atenção à procedência e ao modo de consumo. Entre as orientações estão verificar a origem do produto, priorizar fornecedores com boas práticas de criação e, sempre que possível, optar pelo salmão selvagem.
Também é indicado moderar o consumo do peixe cru e diversificar as fontes de ômega-3 na alimentação, incluindo opções como sardinha, cavalinha e atum.
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