Cotidiano

Salmão, popular entre brasileiros, é citado em lista dos peixes mais tóxicos do mundo

Milhares de peixes são mantidos em tanques ou jaulas marinhas com espaço limitado, cenário que favorece a proliferação de doenças e parasitas

Isabella Fernandes

Publicado em 02/02/2026 às 17:56

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

O salmão se consolidou como presença frequente na mesa dos brasileiros, especialmente em pratos como sushi, sashimi e versões grelhadas. / Freepik

Continua depois da publicidade

O salmão se consolidou como presença frequente na mesa dos brasileiros, especialmente em pratos como sushi, sashimi e versões grelhadas.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

A reputação de alimento nutritivo e associado a uma dieta saudável impulsionou o consumo, mas especialistas alertam para um ponto ainda pouco debatido: o salmão de cativeiro pode representar riscos à saúde quando consumido com frequência.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Peixe Robalo ganha destaque internacional e é presença forte na Baixada Santista

• O segredo para comer peixe cru com segurança no calor de 30°C do verão

Produção intensiva acende sinal de alerta

Ao contrário do salmão selvagem, a maior parte do produto disponível no Brasil é proveniente de sistemas de criação intensiva. Nesses ambientes, milhares de peixes são mantidos em tanques ou jaulas marinhas com espaço limitado, cenário que favorece a proliferação de doenças e parasitas.

Freepik
Freepik

Para reduzir esses problemas, a indústria utiliza com frequência antibióticos, pesticidas e outros compostos químicos. Parte dessas substâncias pode se acumular na gordura do peixe e chegar ao consumidor final.

Continua depois da publicidade

O que dizem estudos e especialistas

Pesquisas e órgãos de saúde pública vêm chamando atenção para a qualidade do salmão cultivado em cativeiro. Estudos indicam que esses peixes podem apresentar níveis elevados de parasitas e de contaminantes tóxicos, como dioxinas e PCBs, substâncias associadas a distúrbios hormonais e neurológicos.

Também são apontadas a presença de metais pesados, como mercúrio e arsênio, além de resíduos de antibióticos e pesticidas. O consumo contínuo desses compostos pode contribuir para a resistência bacteriana. Outro aspecto levantado é o uso de corantes artificiais, aplicados para reproduzir a coloração característica do salmão selvagem.

Peixe Robalo ganha destaque internacional e é presença forte na Baixada Santista

Continua depois da publicidade

O risco tende a ser maior quando o peixe é consumido cru já que a ausência de cozimento aumenta a exposição a parasitas e microrganismos.

Como consumir salmão com mais segurança

Apesar dos alertas, o salmão continua sendo uma importante fonte de proteínas e ômega-3. Nutricionistas recomendam atenção à procedência e ao modo de consumo. Entre as orientações estão verificar a origem do produto, priorizar fornecedores com boas práticas de criação e, sempre que possível, optar pelo salmão selvagem.

Também é indicado moderar o consumo do peixe cru e diversificar as fontes de ômega-3 na alimentação, incluindo opções como sardinha, cavalinha e atum.

Continua depois da publicidade

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software