Com a chegada dos consoles da nona geração de videogames em todo o planeta durante novembro, começaram as já tradicionais corridas para se conseguir obter um Playstation 5 ou Xbox Series X enquanto os estoques não acabam e encontrar os aparelhos se tornou ainda mais difícil devido à pandemia de coronavírus, que dificultou o transporte e logística das empresas envolvidas no comércio. Dito isto, entretanto, algumas lojas de Santos que não são revendedoras oficiais cobram, em alguns casos, mais do que o dobro do valor oficial no País e alguns videogames chegam a custar até R$ 9 mil.
Em ao menos duas lojas visitadas pela Reportagem durante os últimos dias, os preços pedidos extrapolaram os valores de mais de R$ 8 mil e em alguns casos eles chegam a valer quase o dobro, uma vez que um Playstation 5, na versão com entrada de mídia óptica, custa R$ 4.699,00 em revendedoras oficiais do Brasil, e alguns lojistas da Baixada Santista cobram R$ 9 mil ou até mais. Se engana, entretanto, que isso é algo exclusivo das lojas caiçaras. Na internet, é possível encontrar anúncios em sites como o Mercado Livre em que se pede mais de R$ 11 mil por um PS5 com entrada para discos.
Na Europa e Ásia, outros países também têm sofrido com atitudes similares das dos lojistas locais. O movimento chegou a motivar até mesmo ação por parte do governo da Inglaterra, onde alguns políticos chegaram a pedir que as autoridades responsáveis tomem atitudes legais contra os ‘scalpers’, nome dado a pessoas que compram dezenas de unidades do mesmo console já sabendo que ele irá se esgotar rapidamente e pedem valores astronômicos devido à demanda, que se tornou ainda maior durante a época da quarentena.
“Novos lançamentos de consoles e componentes de computadores deveriam estar disponíveis para consumidores custando não mais do que preço recomendado pelas produtoras e montadoras e não comprados aos montes por bots automatizados os quais frequentemente contornam as quantidades máximas de compras impostas pelas revendedoras oficiais”, afirma uma moção realizada por políticos britânicos.
Assim como o governo britânico, entretanto, o Brasil também não possui uma legislação vigente contra a prática de preços abusivos nos casos dos consoles de videogames.
