Saiba como se planejar para evitar a queda de renda após a aposentadoria

Aumento da expectativa de vida dos brasileiros diminui o valor da aposentadoria do INSS. Começar a planejar o futuro financeiro se torna ainda mais importante

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22 JAN 201412h17

Na semana em que se comemora o Dia Nacional do Aposentado, um tema importante para a discussão é a vida após a aposentadoria. Em uma fase da vida que muitos trabalhadores gostariam de descansar, parte da população continua trabalhando para complementar a renda, já que o valor da aposentadoria oferecida pelo INSS /muitas vezes não consegue manter o padrão de vida que ela tinha antes. Isso acontece porque algumas pessoas ainda deixam para pensar nisso apenas no momento em que chegam à aposentadoria.

Recentemente, o IBGE divulgou que a expectativa de vida da população brasileira aumentou em 144 dias, número muito superior à média nos últimos anos, que havia sido de 40 dias. Diante deste cenário, a partir do final de 2013, as aposentadorias por tempo de trabalho concedidas pelo governo tiveram redução média de 1,67% em relação ao mês passado. Esta redução faz com que as pessoas precisem começar a investir na complementação da renda na aposentadoria cada vez mais cedo e a previdência privada é uma das alternativas.

“A previdência privada é um dos instrumentos de poupança para a aposentadoria e, quanto antes a pessoa começar a investir, maior será a renda no futuro para complementar o INSS. E, quanto maior a expectativa de vida, maior é a reserva financeira necessária para o futuro. Não existe mágica, é uma relação matemática que leva em consideração o valor poupado por mês, o tempo desta poupança e a expectativa de vida para receber a renda no futuro”, destaca Leonardo Lourenço, Superintendente de Marketing da Mongeral Aegon.

Um levantamento feito pela Mongeral Aegon apontou que, se um homem de 60 anos, tendo 35 de carteira assinada com um salário superior ao teto do INSS (R$ 4.159) – e, portanto, com contribuição máxima à previdência social –, tivesse solicitado a aposentadoria até o último dia útil de novembro de 2013, ele receberia um benefício de R$ 3.618. Agora, se ele pedir depois de dezembro, o benefício passa a ser de R$ 3.535,15, uma perda de R$ 83,18. Já se o contribuinte for uma mulher de 55 anos, com 35 de contribuição e salário acima do teto do INSS, o valor da aposentadoria solicitada este mês seria de R$ 2.287,45. Se ela se aposentasse em novembro, este valor seria R$ 208 maior (R$ 2.495,40).

Na semana em que se comemora o Dia Nacional do Aposentado, um tema importante para a discussão é a vida após a aposentadoria (Foto: Arquivo/DL)

Alternativa

Diante deste cenário, a previdência privada é uma das alternativas para complementar a renda no futuro, porque permite alterar o valor de contribuição ao longo do tempo, por exemplo, em função do crescimento na carreira, aumento de renda ou o recebimento de bônus no trabalho.

Uma pessoa tenha um salário de R$ 5 mil e contribui pelo teto do INSS, por exemplo, precisará de uma renda complementar de R$ 1 mil para manter o padrão financeiro ao se aposentar. Ao aderir a uma previdência privada aos 20 anos, com contribuição mensal de R$ 100, essa pessoa poderá acumular, até os 60 anos, cerca de R$ 200 mil. Em 15 anos – dos 60 aos 75 (expectativa média de vida do brasileiro) –, ela poderia ter uma renda mensal complementar de mais de R$ 1 mil. Já se a contribuição for de R$ 200 ao mês, durante o mesmo período, o valor final será de quase R$ 400 mil e essa renda mensal passa para quase R$ 2,5 mil.

“Planejar financeiramente o futuro é uma decisão que deve ser tomada o quanto antes, pois, quanto mais tempo investirmos, maior será o retorno no futuro. No caso da previdência privada complementar, é possível avaliar ao longo do tempo quanto se quer ter de renda após a aposentadoria e, com isso, saber exatamente o valor que deverá ser investido para alcançar este objetivo”, esclarece o superintendente.

Como escolher um plano de previdência privada

Apesar da importância de investir para o futuro, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre como escolher um plano de previdência privada e como aplicar o dinheiro, por exemplo. Para ajudar nesta escolha, é importante que a pessoa busque algumas informações:

· Identificar qual o modelo de declaração de imposto de renda que a pessoa utiliza. Um PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) oferece benefícios fiscais para quem faz a declaração completa do IR, com contribuições dedutíveis até o limite de 12% da renda bruta. Já um VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) é ideal para quem já usa todo o benefício fiscal no IR, é isento ou faz declaração pelo modelo simplificado.

·  Avaliar a taxa de administração e de carregamento do plano.

·  Avaliar o histórico de rentabilidade dos fundos de investimentos disponíveis para cada plano.

· Buscar planos geridos por empresas de tradição e credibilidade.

Os planos de previdência privada (PGBL e VGBL) podem ser contratados por qualquer pessoa, desde que tenha CPF. No caso de menores de idade, os planos ficam no nome do beneficiário, mas são administrados pelos responsáveis legais até o jovem completar 18 anos. Ao atingir a maioridade, o titular passa a responder totalmente pelo plano contratado