Cotidiano
Esses profissionais, formados pela própria empresa, atuam nas 375 cidades atendidas pela Sabesp no controle de qualidade da água, e seu papel é avaliar o produto de poços, rios e represas que abastecem as torneiras da população
A última turma de degustadores de água da empresa foi formada no começo de novembro, no Laboratório de Orgânica do Controle de Qualidade, na zona norte de São Paulo / Divulgação
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A Sabesp conta com um grupo de profissionais conhecidos como degustadores de água. Em resumo, a equipe atua de forma muito semelhante à de especialistas que provam vinhos, cafés e licores, buscando identificar sabores, nuances e notas que se destacam para avaliações técnicas.
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Esses profissionais, formados pela própria empresa, atuam nas 375 cidades atendidas pela Sabesp no controle de qualidade da água, e seu papel é avaliar o produto de poços, rios e represas que abastecem as torneiras da população.
Segundo a Sabesp, devido às características específicas de cada manancial, a água tem diferenças em suas propriedades quase imperceptíveis a bocas e narizes não treinados, mas essas sensações são notadas pelos degustadores profissionais.
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Eles exercem um importante papel no controle do padrão de qualidade, ajudando a identificar mudanças do odor e paladar e, com isso, direcionando ajustes no processo de tratamento para que a água potável mantenha sua qualidade.
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A última turma de degustadores de água da empresa foi formada no começo de novembro, no Laboratório de Orgânica do Controle de Qualidade, na zona norte de São Paulo.
Durante o curso, são abordados conceitos relacionados ao mecanismo sensorial, às fontes de gosto e odor na água de abastecimento, à identificação e classificação de sabores, odores e sensações, além de recomendações e práticas da análise sensorial da água.
No decorrer do treinamento são realizados exercícios de percepção com alimentos e águas com sabores mais marcantes para treinar o paladar. Para isso, utilizam-se chocolate, chá preto, alecrim, carambola, mirra e gengibre no preparo de alguns testes.
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Gradualmente, reduzem-se as intensidades e os padrões de cheiro para o aperfeiçoamento dos sentidos. Também são realizadas práticas com diferentes concentrações de cloro para aguçar o paladar e o olfato à presença do produto químico.
A empresa contava com 59 degustadores, agora o número subiu para 89 profissionais.
Um detalhe importante para quem quiser se tornar um ‘bebedor de água profissional’ é que o aprendiz não pode ser fumante, porque o tabagismo interfere na percepção olfativa e gustativa.
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