Os cartazes nos quiosques da Praia do Gonzaguinha, em São Vicente, anunciam promoções de porções de camarão e fritas. Os preços chamam a atenção por estarem abaixo da média de outros estabelecimentos. Talvez a diferenciação no valor do prato seja para atrair os clientes, que já não procuram mais o local. A desculpa até pode ser a crise econômica e o mau tempo, mas basta dar uma volta pelo calçadão da orla para perceber que os restos de construções da obra que se arrasta há mais de dois anos e a sujeira são suficientes para afastar qualquer consumidor.
“Quem vai passear em um calçadão desses? Ninguém vem mais aqui. Já tem mais de anos que começaram e não terminaram. Falam que não tem verba. A crise prejudica o movimento, mas essa situação muito mais”, afirmou Paulo César, proprietário de um dos quiosques.
Próximo ao quiosque de Paulo, há uma edificação que foi demolida, porém os restos não foram retirados. Em meio à pedras, paus e ferragens há, inclusive, um vaso sanitário que tem servido de criadouro para larvas de mosquito.
O banheiro que existia no calçadão também está fechado. Sem sanitários, funcionários dos quiosques e frequentadores da praia necessitam apelar para os comerciantes do outro lado da calçada. “Se não deixar ninguém lá (no banheiro fechado) nem adianta abrir. Sem banheiro, o pessoal vai no shopping ou na água mesmo”, destacou Paulo.
Uma família de São Paulo, que passeava pelo calçadão do Gonzaguinha, também criticou o estado de conservação do local. “Tem muita sujeira. Mais para frente tem esgoto transbordando dos quiosques. Eles precisam terminar esse serviço para que o turista queira vir aqui”, disse Edson Turri.
Limpeza
Procurada, a Prefeitura de São Vicente informou, por meio da Secretaria de Obras e Meio Ambiente (Seobam), que ontem pela manhã, eles se reuniram com representantes da empresa contratada para realizar os serviços, e foi cobrada a retirada total dos materiais provenientes das demolições dos antigos quiosques.
Segundo a Administração Municipal, a empresa já havia sido cobrada para realizar a limpeza e, no encontro de ontem, a mesma se comprometeu a retirar os restos dos materiais nos próximos dias.
Com relação ao final das obras, a Prefeitura informou que está aditando em mais seis meses o contrato com a empresa. Ontem, a Reportagem verificou que havia homens trabalhando no local.
As obras de revitalização da orla do Gonzaguinha teve início em 2013 e prevê a troca do piso do calçadão e construção de novos quiosques, partindo da Praça Tom Jobim até a Rua 11 de Junho. O projeto de urbanização do local é de responsabilidade da Secretaria de Obras e Meio Ambiente, em convênio com a Agência Metropolitana da Baixada Santista (AGEM), e está orçada em R$ 3,8 milhões.
O trecho entre as ruas 11 de Junho e Frei Gaspar já foi concluído.
