Rosas de Ouro e Dragões da Real empolgam sambódromo no 1º dia de desfiles

Com alegorias e fantasias bem elaboradas, além de sambas-enredo envolventes, as duas escolas mostraram que podem brigar pelo título de campeão do carnaval de 2015

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14 FEV 201511h25

Na primeira noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo, as escolas Rosas de Ouro e Dragões da Real foram as que mais empolgaram o público no Sambódromo do Anhembi. Com alegorias e fantasias bem elaboradas, além de sambas-enredo envolventes, as duas escolas mostraram que podem brigar pelo título de campeão do carnaval de 2015.

A previsão de chuva na noite desta sexta-feira não se concretizou, o que contribuiu para que todas as escolas terminassem a passagem pelo Anhembi sem atrasos ou imprevistos. A primeira escola a entrar na avenida foi a Mancha Verde. Apesar de ainda não estar lotada, a arquibancada se animou com a passagem da escola. Com enredo sobre os cem anos do Palmeiras, a Mancha atraiu muitos torcedores do clube, que balançavam bandeiras e cantavam o refrão do samba. Em toda a avenida, era possível ver faixas da torcida de várias cidades do Estado, como Sorocaba, Americana e São Roque.

A Acadêmicos do Tucuruvi foi a segunda a desfilar e levou ao Anhembi uma explosão de cores ao relembrar as marchinhas de carnaval desde o início, em 1899. A escola animou a plateia e não cometeu erros técnicos, o que foi bastante comemorado ao final do desfile.

Terceira escola a entrar no sambódromo, a Tom Maior busca a superação com o tema do carnaval deste ano, já que, no ano passado, o carro abre-alas quebrou ainda na concentração. A primeira alegoria, “Explosão de adrenalina”, não teve problemas e a escola seguiu pela avenida abarcando as emoções humanas e a racionalidade. No fim, uma ala foi dedicada à expectativa de ganhar nota 10 em todos os quesitos.

Assim como a Tom Maior, a Rosas de Ouro apostou em uma dificuldade do ano anterior para criar seu samba-enredo. Cansada de ser vice por três anos seguidos, a escola falou sobre superação em “Depois da tempestade, o encanto!". Em 2014, a escola percorreu a avenida sob chuva e granizo. Para passar a mensagem de que é possível vencer com fé e determinação, a Rosas se baseou em quatro contos de fadas: Peter Pan, Alice no País das Maravilhas e A Bela e a Fera.

Os 120 anos de relação entre Brasil e Japão foram celebrados pela Águia de Ouro, penúltima agremiação a entrar no Anhembi neste sábado, 14. O perfil futurista do país foi logo apresentado pela comissão de frente, que tinha uma nave com telões de LED exibindo desenhos japoneses.

A última escola a entrar na avenida foi a Nenê de Vila Matilde, que trouxe o colorido da África para o Anhembi. Abusando dos tons de amarelo, dourado e laranja e de alegorias grandiosas, a escola da zona leste cantou Moçambique à luz dos primeiros raios de sol deste sábado (14). Mesmo com o sambódromo esvaziado, os 3.000 integrantes da agremiação mostraram empolgação ao narrar a história do país africano.

Rosas de Ouro no sambódromo no 1º dia de desfiles (Foto: Leonardo Benassatto/Futura Press)

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