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Rosana Valle apela a Bolsonaro e a ministro para evitar demissões na Usiminas e Petrobras

Deputada federal tenta evitar duas ameaças que podem ceifar mais de 2 mil empregos na Baixada

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22 MAI 2020Por Da Reportagem12h11
Rosana Valle cobra uma ação do presidente e do ministro pela manutenção destes empregosFoto: DIVULGAÇÃO

A deputada federal Rosana Valle (PSB) apelou ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para evitar duas ameaças que podem ceifar mais de 2 mil empregos na Baixada Santista.

Em ofícios enviados nesta sexta-feira (22/5), ao presidente e ao ministro, a parlamentar informou que a Petrobras vai transferir, a partir de 1º de junho, 937 trabalhadores de 7 plataformas de exploração e produção de petróleo e gás natural de Santos para o Rio de Janeiro. 

“A Petrobras já havia desativado voos do Aeroporto de Itanhaém para o Rio. Agora vai cortar o transporte destes trabalhadores entre Santos e o Rio. Assim, a empresa sinaliza que pretende abandonar suas atividades em São Paulo, causando mais desemprego na Baixada, fim de investimentos importantes e queda das receitas municipais e estaduais”, alertou.

Outra consequência, argumentou Rosana, é a Petrobras vir a desativar um edifício administrativo no Centro de Santos, com perda de mais cerca de 1.000 postos de trabalho, afetando o comércio, prestadores de serviço e o projeto de revitalização do Bairro do Valongo. 

“O impacto na região será enorme, justamente agora, quando grandes empresas fazem doações e outros gestos de parcerias solidárias. Trata-se, portanto, de ter um olhar para as pessoas e não somente para os números.”, protestou. 

Usiminas
A deputada lembrou ao presidente e ao ministro que a Usiminas anunciou a demissão de 900 empregados, mesmo tendo a possibilidade de usar a Medida Provisória 936, que permite a redução de salários para manter os empregos enquanto durar a pandemia. 

O Sindicato dos Metalúrgicos, com apoio da parlamentar, conseguiu uma liminar da Justiça do Trabalho suspendendo as demissões. Mas a ameaça persiste, uma vez que a Usiminas já afirmou que vai recorrer. 

Rosana Valle cobra uma ação do presidente e do ministro pela manutenção destes empregos, sobretudo neste momento dramático de pandemia.