Rodrigo Casa Branca: 'Acredito que, com a eleição, a gente estanca essa ferida'

No próximo domingo, ele disputa a Prefeitura com mais três candidatos à cadeira de chefe do Executivo

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22 OUT 2018Por Carlos Ratton10h23
Rodrigo Casa Branca garante que já fez muita coisa pela Cidade e que pode fazer ainda mais até 2020Rodrigo Casa Branca garante que já fez muita coisa pela Cidade e que pode fazer ainda mais até 2020Foto: Rodrigo Montaldi/DL

A frase acima é do prefeito interino de Mongaguá, Rodrigo Casa Branca (PSDB) sobre as diversas tentativas de Márcio Cabeça (vice-prefeito afastado) de comandar a Cidade. No próximo domingo, ele disputa a Prefeitura com mais três candidatos à cadeira de chefe do Executivo. Ao Diário, garante que já fez muita coisa pela Cidade e que pode fazer ainda mais até 2020. Confira os melhores trechos da entrevista de Rodrigo Casa Branca (PSDB).

Diário – Como o senhor avalia a disputa eleitoral em Mongaguá?

Rodrigo Casa Branca – Tranquila. Estamos trabalhando das oito às cinco da tarde (17 horas) na Prefeitura e, depois desse horário, começo a levar minha mensagem a todos os eleitores. O que está complicando um pouco são os ataques que estamos recebendo da oposição e ao partido que estamos (PSDB). 

Diário – O Renato Donato me disse que o senhor é o sucessor direto do ex-prefeito Artur Parada Prócida. Ou seja, que seu governo seria uma continuidade.

Casa Branca – Exatamente o que falei quando me referi aos ataques. Sou filiado ao PSDB, cumpri quatro anos de mandato como vereador junto com o Renato Donato, que preferiu disputar a Prefeitura e não obteve êxito. Fui reeleito e o Professor Artur queria reeleger o presidente da Câmara pela terceira vez. Nosso grupo não aceitou e eu, por minha postura de destaque, acabei me elegendo. Então, em 1º de janeiro de 2017, o ‘namoro’, a relação com o Professor Artur parou de existir, mesmo nós sendo do mesmo partido. 

Diário – Isso perdurou até à prisão dele?

Casa Branca – Em abril, quando ocorreu a questão, nós estávamos um ano e quatro meses sem conversar, sem contato algum. Sofri muitas perseguições. Nosso grupo (de vereadores de oposição) ficou isolado. Hoje, o Donato fala que eu sou sucessor do Artur por conta de estarmos no mesmo partido, que na cidade estava sob o comando do prefeito há 35 anos. O Artur foi afastado do PSDB após a prisão, bem como o vice. E, como eu sou do partido, o Mourão (Alberto) me chamou, falou que a sigla estava manchada no Município e ficou definida uma intervenção, a qual liderei por 90 dias. Por isso, dizem que sou o sucessor do Artur e não é verdade.

Diário – Mas o senhor manteve os diretores do ex-prefeito no governo interino, não?

Casa Branca – Todos queriam que eu mandasse todos embora, diretores e funcionários comissionados. Eu preferi fazer diferente. Dei um aumento salarial de 9,54% para todo o funcionalismo justamente para estimulá-los a trabalhar de verdade. Não tenho problema algum com as pessoas que estão trabalhando. É mais fácil você ter um funcionário do seu lado do que um pai ou mãe de família desempregados na rua. 

Diário – Por que acredita que será eleito?

Casa Branca – Tenho 103 dias como prefeito interino me dedicando ao trabalho. Já sai às 23 horas, sempre tentando ­melhorar o desenvolvimento da Cidade. Eu acredito que a população está vendo e ­retribuindo. 

Diário – Ter a Cristina Wiasowisk – esposa do ex-prefeito – ajuda ou atrapalha a campanha do Donato?

Casa Branca – Não tenho nada contra ela, pois a conheço só de vista. Não vejo nada que a desabone. O marido dela teve três contas reprovadas pelo Tribunal de Contas a última está sendo avaliada pela Câmara. Ele foi reeleito mas, depois, foi afastado pela Justiça por propaganda irregular. Falo isso porque nós queremos mostrar uma opção nova para Mongaguá. O Renato chegou a pedir para ser meu vice, mas eu já estava mantendo contato com o Rafael Redó e acabei não o aceitando. Talvez, por isso, exista essa divergência entre ele e eu.

Diário – Como avalia a gestão Prócida?

Casa Branca – Foi prefeito por cinco mandatos e, neste sentido, algum respeito ele deve ter por parte da população. Ele cometeu um erro e está pagando por ele. Eu acreditei nele e depois rompemos. Ele aprontou como pessoa e não como partido. No entanto, ouço que sou mais do mesmo por conta do partido que, por sinal, em outras cidades da região, está repleta de bons exemplos. Em Mongaguá, tenho certeza que vou retomar o respeito pelo sigla (PSDB) e desenvolver um bom trabalho.

Diário – O senhor prevê um bom relacionamento com a Câmara? 

Casa Branca – Quando houve a cassação (do Artur Parada Procida) eu era o presidente da Casa e, sendo assim, tinha um bom convívio com meus pares. Eu tenho a maioria e certeza que a manterei, pois todos os vereadores querem trabalhar pela Cidade.

Diário – O Márcio Cabeça tenta voltar ao Paço. Qual sua opinião sobre as tentativas?

Casa Branca – Eu respondo a 27 processos do Márcio Cabeça, que irão passar por todas as instâncias, para me tirar da Prefeitura. Ele não para. Mas acredito que, com a eleição, a gente estanca essa ferida. 

Diário – Como o senhor pegou a Prefeitura?

Casa Branca – Com R$ 83 milhões em caixa, mas sem investimentos na área da saúde – falta de remédios e médicos, no transporte escolar – veículos sucateados e sem documentos. Tive que correr contra o tempo para fazer a cidade voltar a funcionar. Terminei a maternidade que estava nove anos fechada e só não a inaugurei ainda por conta do período eleitoral. Estamos abrindo um centro de especialidades, uma unidade de saúde e uma base da Guarda Municipal no bairro de Agenor de Campos. Melhorei a ­merenda e ainda dei um aumento de quase 10% ao funcionalismo. Contratei 283 concursados, comprei oito ­veículos novos, troquei a frota escolar, recapeamento da Avenida Monteiro Lobato e continuo com o mesmo saldo na conta. Essa é a minha diferença dos demais. Foram dias e dias atrás de emendas de deputados para ajudar a Cidade.