Cotidiano

Rodovia de 21 km, que equivale a 1.600 piscinas olímpicas, avança após aprovação do Consema e Cetesb

Nova ligação prevê a movimentação de 4 milhões de m³ de rocha e a construção do maior túnel do Brasil

Gabriel Fernandes

Publicado em 27/03/2026 às 09:54

Atualizado em 27/03/2026 às 09:55

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Com essa decisão, a Cetesb deverá emitir a licença prévia para a terceira pista da Imigrantes ser construída / Governo de SP/Divulgação

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O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), órgão integrante do Sistema Ambiental Paulista, aprovou na última quarta-feira (25) o parecer técnico da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que avaliou a viabilidade ambiental do projeto da terceira pista do Sistema Anchieta-Imigrantes.

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Com essa decisão, a Cetesb deverá emitir a licença prévia para o empreendimento.

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Sobre a pista

A nova ligação entre o planalto e a Baixada Santista é considerada uma das obras rodoviárias mais complexas do Brasil até então. Sua extensão será de 21,6 km, sendo que 91% do trajeto será composto por túneis. Ao todo, serão cinco estruturas subterrâneas que, somadas, totalizam cerca de 17,3 km.

Curiosamente, um deles promete ter mais de 6 km, tornando-se o maior túnel do Brasil. Além dos túneis, o projeto contará com oito pontes e viadutos.

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O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que a construção da terceira pista do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) terá um investimento aproximado de R$ 8 bilhões, valor que supera o orçamento previsto para o túnel Santos-Guarujá

Conexão

A nova via ligará o km 43 da Rodovia dos Imigrantes ao km 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, próximo ao polo industrial de Cubatão, facilitando o acesso ao Porto de Santos.

A expectativa é ampliar em cerca de 25% a capacidade do sistema, com preservação das áreas naturais e redução de interferências ao longo do trajeto, especialmente na Mata Atlântica.

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A construção deverá envolver a movimentação de cerca de 4 milhões de metros cúbicos de solo e rocha, volume que equivale a aproximadamente 1.600 piscinas olímpicas.

O custo estimado da obra é de R$ 8 bilhões

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