Rival da Seleção Brasileira na estreia da Copa esconde armadilha mortal com 9 milhões de minas terrestres

O Marrocos chamou a atenção dos brasileiros recentemente ao segurar a Seleção Brasileira em um duro empate na Copa do Mundo de 2026

Muro da Vergonha

Para muitos saarauís, povo que reivindica a independência da região, a construção ganhou um apelido marcante: "Muro da Vergonha"

O Marrocos chamou a atenção dos brasileiros recentemente ao segurar a Seleção Brasileira em um duro empate na Copa do Mundo de 2026. Mas longe dos gramados, o país está ligado a uma das construções mais impressionantes e perigosas do planeta.

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Trata-se do chamado Muro Marroquino, uma gigantesca fortificação militar de aproximadamente 2.700 quilômetros que corta o deserto do Saara Ocidental. A estrutura é considerada a maior barreira militar ativa do mundo e esconde um perigo mortal sob a areia: cerca de 9 milhões de minas terrestres espalhadas ao longo de sua extensão.

Construído entre 1980 e 1987 durante o conflito entre Marrocos e a Frente Polisário, o muro divide o território do Saara Ocidental e permanece como um dos símbolos mais controversos da região.

Sua extensão é comparável à distância entre Lisboa, em Portugal, e Varsóvia, na Polônia.

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Além de trincheiras, cercas, radares e postos militares, a fortificação está cercada por um dos maiores campos minados do planeta.

Especialistas alertam que ventos e tempestades de areia deslocam constantemente os explosivos, aumentando os riscos para moradores, pastores e viajantes que cruzam a região.

Mesmo após décadas de cessar-fogo mediado pela ONU, o impasse sobre o futuro do Saara Ocidental continua sem solução definitiva.

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Enquanto isso, o gigantesco muro segue dividindo o deserto e alimentando uma disputa que mistura política, território e riquezas naturais.

Para muitos saarauís, povo que reivindica a independência da região, a construção ganhou um apelido marcante: “Muro da Vergonha”. Uma estrutura colossal que transformou uma parte do Saara em uma das áreas mais perigosas do mundo. Resiste há décadas em pleno coração do deserto africano.