Risco à saúde: quase 90% do camarão pescado no litoral paulista está contaminado, mostra pesquisa

Embora a quantidade de microplásticos varie entre os locais, os resultados apontam uma preocupação significativa

Os camarões são organismos detritívoros, alimentando-se de substâncias presentes no fundo do mar

Os camarões são organismos detritívoros, alimentando-se de substâncias presentes no fundo do mar | Pixabay

Enquanto o período de defeso do camarão está em vigor, uma pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) revela um alerta ambiental e de saúde: entre 80% e 90% do camarão-sete-barbas pescado no litoral paulista apresenta contaminação por microplásticos.

O estudo, realizado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), avaliou os impactos ecológicos e os possíveis riscos à saúde humana, considerando que o camarão é um alimento muito consumido na culinária local.

Áreas analisadas e resultados

A pesquisa foi conduzida em duas regiões do litoral de São Paulo: Cananéia e Baixada Santista. Embora a quantidade de microplásticos varie entre os locais, os resultados apontam uma preocupação significativa para o meio ambiente e para os consumidores.

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Os camarões são organismos detritívoros, alimentando-se de substâncias presentes no fundo do mar, o que aumenta a vulnerabilidade à ingestão de partículas de plástico. Cerca de 92% da poluição marinha é formada por microplásticos menores que 5 milímetros, justamente os que acabam nos crustáceos.

Impactos na saúde e no meio ambiente

Além de afetar a fauna marinha, os microplásticos podem trazer riscos à saúde humana. Estudos já identificaram partículas desse tipo até em cérebros humanos, levantando dúvidas sobre os efeitos a longo prazo do consumo desses alimentos.